Uma paralisação de motoristas de ônibus da antiga Transwolff está afetando 34 linhas e cerca de 267 mil passageiros na zona sul de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (19/10).
Os trabalhadores reivindicam a regularização de depósitos do FGTS e de contribuições ao INSS, além de melhorias nos benefícios trabalhistas.
O movimento atinge os ônibus azuis do lote D10, cuja operação passou a ser administrada pela SPTrans em dezembro de 2025, após a Prefeitura de São Paulo encerrar o contrato com a Transwolff.
Para reduzir os impactos aos passageiros, a administração municipal acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), que prevê o atendimento das 34 linhas afetadas.
A Prefeitura também pediu reforço policial em duas garagens. As linhas do lote D11 seguem operando normalmente.
Paralisação prejudica passageiros na zona sul
Motoristas se reuniram em frente a uma das antigas garagens da Transwolff durante a manhã para cobrar melhorias nas condições de trabalho.
Entre as principais reivindicações estão ajustes no vale-alimentação e em outros benefícios, além da regularização de valores relacionados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No Terminal Varginha, em Parelheiros, a circulação de ônibus de outras empresas manteve o movimento tranquilo no início da manhã.
O principal problema para os passageiros estava no deslocamento dos bairros até o terminal, já que parte das linhas responsáveis por esses trajetos foi atingida pela paralisação.
Prefeitura afirma que pagamentos estão em dia
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans criticaram a paralisação e afirmaram que o movimento é ilegal por não ter sido comunicado com a antecedência de 72 horas prevista para serviços essenciais.
A administração municipal declarou que os salários e benefícios dos trabalhadores estão em dia e que mantém o cumprimento das obrigações trabalhistas.
Sobre o plano de saúde, a Prefeitura informou que realiza uma licitação para contratar uma empresa responsável pelo benefício.
Até a conclusão do processo, os funcionários recebem uma compensação financeira estabelecida em acordo coletivo. Segundo a administração, esse pagamento não era feito pela antiga Transwolff.
Em relação ao FGTS e ao INSS, a SPTrans informou que os valores estão sendo depositados integralmente em juízo, enquanto aguarda uma decisão judicial.
Ônibus da antiga Transwolff terão identificação retirada
A Prefeitura também anunciou que começará a remover, nos próximos dias, o nome e os adesivos da Transwolff dos veículos que continuam em operação.
O processo de contratação da empresa responsável pela retirada da identificação e pelos serviços de funilaria foi concluído na quinta-feira (15/10).
De acordo com a administração municipal, a medida já estava prevista e não provoca alterações nos vínculos trabalhistas ou nos pagamentos dos funcionários.
