Você já cruzou com um dos novos ônibus elétricos de São Paulo e se perguntou como é feita a recarga da bateria?
Diferente dos modelos a diesel, que dependem de caminhões-tanque, a nova frota da capital exige uma operação de engenharia que transforma garagens comuns em verdadeiras subestações de energia.
Dados da Enel Distribuição São Paulo mostram que a infraestrutura para manter esses gigantes rodando já é enorme.
A cidade possui hoje 72 Megawatts (MW) de potência dedicada apenas ao carregamento dos mais de 1.259 ônibus elétricos que rodam na cidade.
Segundo a concessionária, essa energia é suficiente para carregar mais de 1.601 ônibus de forma simultânea.
Para se ter uma ideia, essa energia seria suficiente para iluminar uma cidade de médio porte, mas está concentrada em apenas 25 endereços estratégicos da capital.
Como funciona o carregamento
O processo é bem mais complexo do que ligar um eletrodoméstico na tomada. O primeiro passo é o operador de ônibus apresentar à Enel o projeto.
Depois, a Enel analisa o projeto e, se aprovado, ambas as partes assinam um contrato.
Na sequência, a concessionária de energia realiza as obras para levar a energia até o poste próximo ao local.
Essa obra é pesada e pode levar até 210 dias para ficar pronta, pois pode exigir a troca de postes e transformadores no quarteirão.
Já do portão para dentro, a garagem precisa de uma cabine própria para receber essa energia bruta e distribuí-la para os carregadores, chamada de cabine primária.
Passo a passo para que a energia elétrica chegue até as garagens – Reprodução/ENELCarregamento noturno
A maioria dos ônibus é carregado à noite, quando a demanda de energia na cidade é menor.
São utilizados carregadores rápidos (fast chargers) para garantir que, em poucas horas, as baterias de alta densidade estejam prontas para aguentar um dia inteiro de trânsito pesado.
