Onda de vandalismo em ônibus de SP cresce e mobiliza forças de segurança

Cerca de 400 coletivos foram atacados em todo o Estado, segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário

Ações incluem arremessos de pedras e outros objetos, provocaram danos como janelas quebradas

Ações incluem arremessos de pedras e outros objetos, provocaram danos como janelas quebradas | Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil de São Paulo investiga uma série de ataques a ônibus registrados em várias regiões do Estado.

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Somente na noite de quarta-feira (2/7), 35 veículos foram depredados na capital paulista, segundo a SPTrans. Desde 12 de junho, 235 ônibus já foram alvos de vandalismo só na cidade de São Paulo.

A Polícia Civil contabiliza 180 ônibus depredados na capital paulista, número menor que o da SPTrans, que atribui a diferença à ausência de boletins de ocorrência por parte de algumas viações.

Segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário, cerca de 400 coletivos foram atacados em todo o Estado, dos quais metade na capital paulista.

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Houve registros de ônibus apedrejados em municípios da Grande São Paulo, como Taboão da Serra, além de cidades do ABC Paulista, como Santo André e São Bernardo do Campo. Em Cubatão, no litoral de São Paulo, três ônibus de viagem foram atacados.

Apesar dos prejuízos materiais, há o registro de apenas um ferido durante os atos de vandalismo. Trata-se de uma passageira atingida no rosto e com fratura no nariz, em um dos casos mais graves, na zona sul da capital paulista.

As ações, que incluem arremessos de pedras e outros objetos, provocaram danos como janelas quebradas e obrigaram empresas a retirar veículos de circulação para manutenção.

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Investigação e reforço na operação

A Polícia Militar deflagrou nesta quinta-feira (3/7) uma operação especial para reforçar a segurança em corredores, terminais e garagens de ônibus. A ação ocorre em todo o Estado e vai até 31 de julho.

A estratégia inclui o posicionamento de viaturas e agentes em pontos estratégicos, com apoio da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) e de unidades especializadas da PM.

“Nós iniciamos a operação através de mapeamento e análise criminal dos locais de maior incidência. Alocamos os ativos operacionais de várias modalidades de policiamento para prevenção e, se necessário, repressão imediata”, afirmou o coronel Carlos Henrique Lucena, coordenador operacional da PM.

O Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) também se reuniu com representantes das empresas de transporte para discutir estratégias de enfrentamento.

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Suspeitos

Um suspeito foi preso em flagrante após danificar seis ônibus em Diadema. As diligências continuam, com realização de perícias pelo Instituto de Criminalística (IC) e novas oitivas de motoristas e representantes das empresas.

Os casos da Capital e da Grande São Paulo estão sob responsabilidade do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), enquanto a Delegacia Seccional de Santos conduz as apurações na Baixada Santista.

Outras possibilidades

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil está monitorando plataformas digitais e investiga se os atos têm relação com desafios promovidos na internet.

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A Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) também atua no monitoramento de possíveis articulações em plataformas digitais. Dois ofícios foram enviados por sindicatos de empresas de ônibus, e representantes da SPTrans foram ouvidos.

As companhias colaboram com as investigações e devem substituir os veículos danificados por ônibus da reserva técnica, como exige a SPTrans. Caso isso não ocorra, as operadoras podem ser penalizadas.