São Paulo bate recorde histórico de mortes de motociclistas em julho com 48 vítimas

Capital paulista registrou o maior número para julho desde o início da série histórica do Infosiga

Lei municipal proíbe motos para o transporte de passageiros

São Paulo registrou 48 mortes de pessoas que estavam em motocicletas em julho, maior número para o mês desde o início da série histórica do Infosiga - Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

A cidade de São Paulo registrou em julho o maior número de mortes de motociclistas para o mês desde o início da série histórica do Infosiga, em 2015.

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Ao todo, 48 pessoas que estavam em motocicletas, entre condutores e passageiros, morreram em acidentes de trânsito nas vias da capital.

O número também elevou o acumulado do ano. Entre janeiro e julho, foram 286 mortes de motociclistas, maior quantidade registrada para o período desde o início da série histórica.

Segundo levantamento do Detran-SP, foram registradas 54.529 motocicletas novas nos primeiros seis meses de 2026, alta de 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram 51.590.

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Prefeitura mantém ações para motociclistas

A Prefeitura de São Paulo informou que mantém ações para ampliar a segurança dos motociclistas.

Entre as medidas está a implantação das chamadas Faixas Azuis, espaços destinados exclusivamente às motos.

Atualmente, segundo a administração municipal, são 233,3 quilômetros distribuídos em 46 vias, com atendimento estimado de 500 mil motociclistas.

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A CET também afirma ter implantado mais de mil bolsões de espera para motocicletas nos semáforos, além de promover campanhas educativas e cursos no Centro de Treinamento e Educação de Trânsito.

A administração municipal também cita a contratação de novos agentes e gestores por meio de concurso público. Atualmente, a CET conta com mais de 1.700 agentes de trânsito, segundo a Prefeitura.

Aumento na morte de Ciclistas

O número de mortes de ciclistas também aumentou em julho. Foram cinco mortes na capital, mesma quantidade registrada em março, que também teve o maior número do ano até então. Em julho de 2025, havia sido registrada uma morte.

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No acumulado de janeiro a julho, 18 ciclistas morreram em acidentes de trânsito em São Paulo, quatro a mais que no mesmo período do ano passado.

Apesar da alta em relação a 2025, o número ainda está abaixo do registrado nos sete primeiros meses de 2024, quando 28 ciclistas morreram.

A Prefeitura afirma que a CET oferece cursos voltados à circulação segura de ciclistas.

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Número geral de mortes no trânsito cai

Apesar do aumento entre motociclistas e ciclistas, o número total de mortes no trânsito da capital caiu em julho.

Foram 86 óbitos em julho de 2026, contra 93 no mesmo mês do ano passado, uma redução de 7,5%.

Entre janeiro e julho, porém, houve estabilidade: foram 575 mortes em 2026, contra 576 no mesmo período de 2025.

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Os atropelamentos tiveram a maior redução entre os principais tipos de ocorrência. O número caiu de 34 mortes em julho de 2025 para 23 neste ano, redução de 32,4%.

Mortes de motociclistas também aumentam no estado

O aumento não ficou restrito à capital. Nos primeiros sete meses de 2026, 1.578 motociclistas morreram em acidentes de trânsito no estado de São Paulo, alta de 1,1% em relação ao mesmo período anterior.

Considerando apenas julho, o crescimento foi de 14,8%, com 248 mortes registradas neste ano. Na soma de todos os tipos de vítimas, porém, o estado apresentou queda na letalidade.

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O número de mortes caiu 5,5% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025, e 5,8% no acumulado dos sete primeiros meses.

O Detran-SP afirma que acompanha os dados de acidentes e mantém ações de fiscalização e educação no trânsito, com foco em pedestres, ciclistas e motociclistas.

Segundo o órgão, as fiscalizações relacionadas à alcoolemia cresceram 78,6% entre janeiro e julho, na comparação com o mesmo período de 2025.

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Mais de 460 mil pessoas foram abordadas diretamente em mais de 2.500 ações educativas realizadas no estado neste ano.