Terceira pista do sistema Anchieta-Imigrantes dá passo importante após aval ambiental

Via deve ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema, impactando positivamente a logística e o escoamento de cargas

Cetesb deve liberar a licença prévia para o projeto

Cetesb deve liberar a licença prévia para o projeto | Daniel Villaça/Gazeta de S.Paulo

O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou, na quarta-feira (25/3), o parecer técnico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) que analisou se a construção da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes é viável do ponto de vista ambiental.

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Com isso, a Cetesb deve liberar a licença prévia para o projeto. Confira como será.

A nova pista entre o planalto e a Baixada Santista é considerada uma das obras rodoviárias mais complexas do país, contando com 21,6 quilômetros de extensão.

Cerca de 81% do trajeto será feito em túneis. Essa é uma solução encontrada para reduzir os impactos do empreendimento.

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Ao todo, serão cinco túneis, que juntos somam cerca de 17,3 quilômetros de extensão.

Um deles deve ultrapassar os seis quilômetros, se tornando o maior túnel rodoviário do Brasil. Além disso, o projeto contará com oito pontes e viadutos.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, disse que a decisão mostra que o processo de licenciamento ambiental no Estado segue critérios técnicos e regras claras. Segundo ela, o projeto é complexo e foi analisado com base em estudos.

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A secretária afirmou ainda que o avanço dessa etapa indica o compromisso do governo com o desenvolvimento e com a segurança dos projetos.

Conexão estratégica

A nova via terá uma ligação importante para o tráfego de veículos, facilitando o acesso ao Porto de Santos, ligando o km 43 da rodovia dos Imigrantes ao km 265 da rodovia Cônego Domênico Rangoni, próximo a Cubatão.

De acordo com o projeto, a via deve ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema, impactando positivamente a logística e o escoamento de cargas.

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A análise da Cetesb apontou que o projeto tem soluções diferentes do ponto de vista da engenharia, com muitos túneis ao longo do trajeto.

Segundo o órgão, essa escolha ajuda a preservar áreas naturais e reduz impactos, principalmente na Mata Atlântica.

A obra deve movimentar cerca de 4 milhões de metros cúbicos de terra e rocha, volume equivalente a cerca de 1.600 piscinas olímpicas.

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Para garantir a segurança ambiental, a Cetesb exigiu um plano para dar destino a esse material, além de medidas de controle durante as escavações e ações de proteção aos recursos hídricos e à fauna e flora.

O diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, afirmou que o licenciamento é necessário para obras desse porte. Segundo ele, o processo permite acompanhar cada etapa e reduzir os impactos ambientais.

Na mesma reunião, o conselho também acompanhou a apresentação do programa Finaclima, voltado ao financiamento de projetos sustentáveis, e aprovou a proposta do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Ibitinga.