O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou, na quarta-feira (25/3), o parecer técnico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) que analisou se a construção da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes é viável do ponto de vista ambiental.
Com isso, a Cetesb deve liberar a licença prévia para o projeto. Confira como será.
A nova pista entre o planalto e a Baixada Santista é considerada uma das obras rodoviárias mais complexas do país, contando com 21,6 quilômetros de extensão.
Cerca de 81% do trajeto será feito em túneis. Essa é uma solução encontrada para reduzir os impactos do empreendimento.
Ao todo, serão cinco túneis, que juntos somam cerca de 17,3 quilômetros de extensão.
Um deles deve ultrapassar os seis quilômetros, se tornando o maior túnel rodoviário do Brasil. Além disso, o projeto contará com oito pontes e viadutos.
A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, disse que a decisão mostra que o processo de licenciamento ambiental no Estado segue critérios técnicos e regras claras. Segundo ela, o projeto é complexo e foi analisado com base em estudos.
A secretária afirmou ainda que o avanço dessa etapa indica o compromisso do governo com o desenvolvimento e com a segurança dos projetos.
Conexão estratégica
A nova via terá uma ligação importante para o tráfego de veículos, facilitando o acesso ao Porto de Santos, ligando o km 43 da rodovia dos Imigrantes ao km 265 da rodovia Cônego Domênico Rangoni, próximo a Cubatão.
De acordo com o projeto, a via deve ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema, impactando positivamente a logística e o escoamento de cargas.
A análise da Cetesb apontou que o projeto tem soluções diferentes do ponto de vista da engenharia, com muitos túneis ao longo do trajeto.
Segundo o órgão, essa escolha ajuda a preservar áreas naturais e reduz impactos, principalmente na Mata Atlântica.
A obra deve movimentar cerca de 4 milhões de metros cúbicos de terra e rocha, volume equivalente a cerca de 1.600 piscinas olímpicas.
Para garantir a segurança ambiental, a Cetesb exigiu um plano para dar destino a esse material, além de medidas de controle durante as escavações e ações de proteção aos recursos hídricos e à fauna e flora.
O diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, afirmou que o licenciamento é necessário para obras desse porte. Segundo ele, o processo permite acompanhar cada etapa e reduzir os impactos ambientais.
Na mesma reunião, o conselho também acompanhou a apresentação do programa Finaclima, voltado ao financiamento de projetos sustentáveis, e aprovou a proposta do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Ibitinga.
