Alimentado com até 10 pedaços de frango por dia, cachorro se tornou obeso, não conseguia caminhar e tinha coração ‘silencioso’; dona foi condenada a prisão

Animal perdeu quase nove quilos após o resgate, mas problemas de saúde agravaram a história, que terminou com condenação à dona. 

Nuggi chegou a pesar 53,7 quilos e apresentava dificuldades para respirar e caminhar quando foi resgatado na Nova Zelândia. (Foto: SPCA Nova Zelândia/Divulgação)

“Alimentado com até 10 pedaços de frango por dia, cachorro chegou a ficar acima do peso e não conseguia caminhar; dona recebeu pena de prisão após resgate”?

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Um cachorro que precisava parar três vezes para respirar durante uma caminhada de apenas dez metros levou sua tutora à Justiça na Nova Zelândia. O animal, chamado Nuggi, chegou a pesar 53,7 quilos e apresentava um quadro extremo de obesidade quando foi resgatado em outubro de 2021, na cidade de Auckland.

A responsável pelo cão foi condenada a dois meses de prisão, em decisão divulgada em 24 de julho de 2024. Segundo a Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra Animais (SPCA), a mulher alimentava Nuggi com até dez pedaços de frango por dia, além de biscoitos destinados a cachorros.

O excesso de peso comprometia movimentos simples e provocava dificuldades respiratórias. A gravidade da situação ficou evidente durante o resgate, quando o cachorro mal conseguiu percorrer a pequena distância entre a residência e o veículo que o transportaria.

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Dez metros, três paradas

Nuggi foi encontrado após policiais cumprirem um mandado de busca em uma residência no bairro de Manurewa, em Auckland. Outros cães também foram retirados da propriedade e encaminhados aos serviços de proteção animal.

Durante a operação, os agentes perceberam que as pernas de Nuggi pareciam não suportar o peso do próprio corpo. O cachorro precisou interromper a caminhada três vezes para recuperar o fôlego.

Encaminhado ao centro da SPCA em Māngere, o animal passou por uma avaliação veterinária que revelou outros problemas.

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A camada de gordura era tão espessa que a profissional responsável pelo atendimento não conseguiu ouvir os batimentos cardíacos com um estetoscópio.

Nuggi também apresentava unhas excessivamente compridas, alterações na pele e conjuntivite. Além disso, enfrentava dificuldades para respirar, não tolerava bem temperaturas elevadas e demonstrava cansaço constante.

Alimentação excessiva

Durante a investigação, a tutora contou aos inspetores que oferecia diariamente de oito a dez pedaços de frango ao cachorro, acompanhados de biscoitos e outros alimentos próprios para cães.

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Ela também afirmou que procurava exercitar Nuggi com caminhadas ou permitindo que permanecesse em áreas externas da propriedade.

Entretanto, a avaliação veterinária apontou que o excesso de peso já comprometia severamente sua mobilidade e provocava sofrimento prolongado.

Para a SPCA, a situação demonstrava que a alimentação excessiva também pode representar uma forma grave de negligência, especialmente quando o tutor deixa de buscar ajuda diante de sinais evidentes de sofrimento.

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Após o resgate, Nuggi permaneceu aproximadamente dois meses sob os cuidados da SPCA, recebendo acompanhamento e uma alimentação controlada.

Nesse período, conseguiu perder 8,9 quilos, equivalente a aproximadamente 16,5% de seu peso inicial. Apesar da evolução, o cachorro morreu pouco tempo depois, após sofrer uma hemorragia aguda provocada pelo rompimento de uma massa no fígado.

O exame realizado depois da morte também identificou doença hepática e síndrome de Cushing, uma condição hormonal.

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Dona recebeu pena de prisão

O caso chegou ao Tribunal Distrital de Manukau, onde a mulher se declarou culpada por não atender às necessidades físicas, de saúde e comportamentais do animal.

Além da condenação a dois meses de prisão, a Justiça determinou o pagamento de 1.222,15 dólares neozelandeses em reparos e a proibiu de possuir cães durante 12 meses.

A condenação foi divulgada pela SPCA da Nova Zelândia em julho de 2024, quase três anos depois do resgate.

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Obesidade exige atenção

O episódio também expõe um problema que pode passar despercebido na rotina de famílias com animais domésticos.

O sobrepeso em cães e gatos pode provocar complicações respiratórias, articulares, cardiovasculares e metabólicas.

Entre os sinais que merecem atenção estão o aumento progressivo do peso, a dificuldade para se movimentar e a perda da cintura visível do animal.

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A alimentação precisa considerar características individuais, como idade, porte e condições de saúde. O acompanhamento veterinário é fundamental para avaliar se existe obesidade e estabelecer um plano alimentar adequado.

Da mesma forma, a prática de exercícios físicos deve respeitar as condições de cada cachorro, especialmente quando há problemas de mobilidade.