Influenciadora é assassinada pelo marido após denunciá-lo por pedofilia no TikTok nos Estados Unidos

Sara Duffey havia conseguido medida protetiva contra Jeremiah Shawn Duffey em junho; homem era investigado por assédio contra adolescente de 15 anos

Vizinhos acionaram as autoridades depois de ouvirem gritos e disparos na residência onde o casal vivia/Reprodução/Instagram

Vizinhos acionaram as autoridades depois de ouvirem gritos e disparos na residência onde o casal vivia/Reprodução/Instagram

A influenciadora Sara Duffey, conhecida nas redes sociais como Sara Gilson, foi assassinada pelo marido após denunciar o companheiro por um suposto crime de pedofilia em um vídeo da plataforma TikTok. O caso aconteceu na noite de 23 de julho, em Owasso, no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, mas ganhou repercussão apenas no último domingo (26/7).

Continua após a publicidade

Segundo a polícia local, vizinhos acionaram as autoridades depois de ouvirem gritos e disparos na residência onde o casal vivia. Os agentes, ao chegarem ao local, encontraram Sara e o marido, Jeremiah Shawn Duffey, mortos com ferimentos provocados por arma de fogo.

A investigação aponta que Jeremiah teria cometido suicídio após matar a companheira. Os dois foram identificados por familiares.

Alguns dias antes do crime, Sara havia publicado um vídeo afirmando que estava “se preparando para quando a Netflix lançasse um documentário sobre seu futuro ex-marido”. Ela afirmou ter descoberto que o marido seria um pedófilo.

Continua após a publicidade

Informações divulgadas pelo jornal britânico The Guardian revelaram que o homem passou a ser investigado após ser acusado de comportamento impróprio com uma adolescente de 15 anos.

Medidas protetivas e caso de assédio

De acordo com a polícia, a mulher havia solicitado medidas protetivas contra Jeremiah. No último mês de junho, a vítima conseguiu uma ordem de emergência que obrigava o homem a deixar a casa e permanecer a cerca de 90 metros de distância.

A ação foi prorrogada pela Justiça até o mês de agosto. No pedido, a influenciadora argumentou que o marido possuía uma arma de fogo, apresentava um comportamento anormal e realizava ameaças constantes de suicídio.

Continua após a publicidade

Outra medida foi solicitada no mesmo período por uma mulher que supostamente seria mãe da adolescente de 15 anos. A garota integrava uma equipe de basquete treinada por Jeremiah e, segundo a investigação, o homem teria enviado mensagens indecentes e feito convites inadequados durante uma viagem para um torneio.

O material aponta também que o homem teria oferecido dinheiro para que a adolescente não revelasse os casos.

A tragédia segue sob investigação das autoridades norte-americanas. As acusações de abuso ainda não haviam sido julgadas quando o crime aconteceu.

Continua após a publicidade

Brasil Sem Misoginia

A campanha Brasil Sem Misoginia surge como uma forma de combater o aumento recente no número de casos de violência contra as mulheres no país, especialmente no meio digital.

Dados recentes apontam que o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025. Especialistas defendem que a misoginia funciona, na maioria dos casos, como primeiro passo na escada da violência contra mulheres, o que contribui para um ambiente de hostilidade, desqualificação e silenciamento feminino.

Projeto de Lei 896/2023 propõe equiparar a misoginia ao crime de preconceito, com penas semelhantes às previstas para crimes de racismo.