Um caça F-22 dos Estados Unidos abateu nesta sexta-feira um objeto voador não identificado no Alasca, disseram autoridades norte-americanas, menos de uma semana após o Exército derrubar um balão chinês que estava sobrevoando o país.
Um míssil Sidewinder derrubou o objeto, que era aproximadamente do tamanho de um pequeno carro, disse o general Patrick Ryder, o principal porta-voz do Pentágono.
O presidente dos EUA, Joe Biden, ordenou a derrubada, que foi anunciada da Casa Branca — um raro envolvimento presidencial, dado o inicial relato sugerindo que o objeto não representava uma ameaça militar e era bem rudimentar.
Republicanos e até alguns democratas colegas de Biden criticaram o presidente por ter esperado muito para agir contra o balão. O incidente deu início a uma crise diplomática entre as duas maiores economias do mundo e levou o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, a cancelar uma viagem planejada para Pequim.
O Pentágono e a Casa Branca se recusaram a dar uma descrição detalhada desse último objeto que foi derrubado, dizendo apenas que era bem menor do que o balão chinês. O Pentágono disse que ele estava voando a cerca de 12.190 metros e era um risco ao tráfego aéreo civil.
O objeto foi derrubado na região nordeste do Alasca, perto da fronteira canadense, onde estava viajando na direção nordeste. O Pentágono disse que ele foi detectado pela primeira vez em 9 de fevereiro por radares terrestres. Caças foram enviados para investigar.
Ryder disse que pilotos norte-americanos que voaram ao seu lado determinaram que não havia humanos a bordo. Acrescentou que ele era incapaz de manobrar e não parecia um avião. Ryder e outras autoridades não quiseram dizer se poderia ser simplesmente um balão meteorológico ou outro tipo de balão.
“Não era exatamente uma aeronave”, disse Ryder, em uma entrevista coletiva.
