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Referendo na Venezuela pela anexação de Essequibo tem 95% de apoio

O presidente do CNE da Venezuela, Elvis Amoroso, anunciou que a participação popular foi "esmagadora" e ultrapassou os 10,5 milhões de votos para "Sim"

Folhapress

Publicado em 04/12/2023 às 08:42

Atualizado em 04/12/2023 às 08:46

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Eleitores na Venezuela rejeitaram a jurisdição da Corte Internacional de Justiça sobre a disputa territorial do país com a Guiana / Divulgação

Em referendo, os venezuelanos aprovaram com mais de 95% dos votos, neste domingo (3), as cinco questões elaboradas pelo governo garantindo apoio a Nicolás Maduro para a criação de um novo estado na região de Essequibo, na Guiana.

O presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela, Elvis Amoroso, anunciou que a participação popular foi "esmagadora" e ultrapassou os 10,5 milhões de votos para "Sim". Existem mais de 20 milhões de eleitores elegíveis no país.

Na Venezuela, as seções de votação abriram às 6h, horário local (7 horas em Brasília), e permaneceram abertas até as 20h (21h em Brasília). O prazo para votar foi prorrogado por duas horas.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, votou num quartel militar. "Estamos votando para garantir o respeito à Venezuela", assegurou.

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Após o resultado das urnas Maduro expressou que foi um dia "histórico" com um resultado "esmagador". "O povo da Venezuela falou alto e bom som para lutar", completou ele.

"Conseguimos, o referendo foi realizado e foi um sucesso total para o nosso país e para a nossa democracia.

Uma vitória esmagadora do voto sim em toda a Venezuela, com um nível de participação significativo", disse. 

Maduro declarou para que estava na Praça Bolívar, em Caracas capital da Venezuela que o resultado da votação deste domingo é "uma etapa histórica para lutar para recuperar o que os Libertadores nos deixaram: La Guayana Esequiba".

IMPASSE NA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA
Eleitores na Venezuela rejeitaram a jurisdição da Corte Internacional de Justiça sobre a disputa territorial do país com a Guiana e apoiaram a criação de um novo estado na região de Essequibo, potencialmente rica em petróleo.

Na sexta-feira (1º), o CIJ, o mais alto órgão judicial da ONU, ordenou a Caracas de "se abster de fazer qualquer ação que pudesse mudar o status quo no território disputado", sem mencionar o referendo.

O presidente da Guiana, Irfaan Ali, disse que a decisão da CIJ na sexta-feira proíbe a Venezuela de "anexar ou invadir o território da Guiana".

Na capital Georgetown algumas pessoas expressaram alívio após a decisão da Corte Internacional de Justiça. Entretanto, a votação deste domingo causou ansiedade na Guiana, com o governo pedindo aos cidadãos para manterem a calma.

BRASIL PREOCUPADO
O presidente Lula declarou também este domingo na COP28, em Dubai, que espera que "o bom senso prevaleça, do lado da Venezuela e da Guiana".

"Há um referendo, que provavelmente levará ao resultado desejado pelo Maduro. Mas se há uma coisa que o mundo não precisa, que a América do Sul não precisa, é de agitação", disse o presidente brasileiro.

Nos últimos dias o governo brasileiro reforçou suas tropas na fronteira e afirmou estar "preocupado" com o "clima de tensão".

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