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Por Pedro Nastri - Colaborador
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Eleições 2020

Eleições 2020. A corrida pela Prefeitura de SP já tem alguns pré-candidatos declarados. A disputa projeta no momento o rompimento com a tradicional polarização PSDB x PT na cidade. Indica também que não deverá haver a repetição do embate entre bolsonarismo e petismo. Enquanto a direita conservadora busca os votos bolsonaristas, mas evita se associar ao presidente, a esquerda vê o PT isolado.

São 13 candidatos... Entre os postulantes, o pré-candidato do PRTB, Levy Fidelix, que comanda o partido do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, é um dos que se definem como bolsonarista. Ex-aliado do governador João Doria (PSDB), Filipe Sabará, do Novo, também elogia o governo federal, mas evita o rótulo de apoiador do presidente. Aliada até o ano passado, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) deve buscar o voto da direita que tem críticas ao presidente. A mesma postura deve ser adotada por Andrea Matarazzo, embora seu partido, o PSD, tenha indicado o ministro das Comunicações no mês passado.

Postulantes à cadeira... No campo da esquerda, o PT escolheu Jilmar Tatto como pré-candidato e deve caminhar para a disputa mais isolada da história do partido. Até o PCdoB, satélite petista desde 1989, pela primeira vez vai ter candidatura na Capital, com o deputado Orlando Silva. O pré-candidato do PSOL, Guilherme Boulos, também acredita na influência de Lula, mas duvida de sua atuação na campanha. A escolha do candidato a vice-prefeito na chapa de Bruno Covas (PSDB), candidato à reeleição, pode mudar o equilíbrio de forças nas eleições da capital paulistana.

Do executivo... Alguns aliados acreditam que as propostas de Covas o colocam na centro-esquerda. Essa narrativa pode ganhar força se Bruno escolher como vice a ex-prefeita Marta Suplicy (SD). Depois da fracassada reaproximação com o PT, Marta mantém conversas com Covas e com o ex-governador Márcio França (PSB), também pré-candidato. O Solidariedade não descarta lançar Marta na cabeça de chapa, caso não consiga a aliança. Outro possível candidato a vice é o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos), candidato derrotado à prefeitura em 2012 e 2016.

Agora é com Datena. A incerteza em torno do jornalista trava a chapa de Covas. Há um acordo entre PSDB e MDB para que Datena seja o vice. Como Datena estará em férias no mês de agosto, ele deve ganhar um tempo a mais para tomar sua decisão. O ex-presidente da OAB/SP, Marcos da Costa também teve sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo lançada pelo PTB. O decisão de lançar Marcos da Costa veio após conversas do ex-presidente da OAB com o presidente nacional do PTB Roberto Jefferson. 

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