A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta sexta-feira (6/2) a advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, investigada por injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro.
Ela foi detida em Vargem Pequena, na zona sudoeste, e levada para a 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha). No momento da prisão, Agostina usava tornozeleira eletrônica.
A prisão preventiva foi determinada pela 37ª Vara Criminal do Rio após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A decisão aponta risco de fuga e conduta reiterada, já que, segundo a promotoria, as ofensas teriam continuado mesmo após alerta de que o comportamento configurava crime no Brasil.
Defesa tenta reverter prisão
A defesa de Agostina informou que só irá se manifestar nos autos do processo e tenta obter o relaxamento ou a revogação da prisão. Advogados que representam a influenciadora afirmam que ela seguirá cumprindo todas as determinações judiciais.
Após a decretação da prisão preventiva, Agostina publicou um vídeo nas redes sociais relatando medo e desespero. “Estou com muito medo e faço este vídeo para que o que estou vivendo tenha repercussão”, disse. Ela também afirmou que teme ter seus direitos violados ao se manifestar publicamente e pediu para não ser usada “como exemplo”.
A argentina declarou ainda que está à disposição da Justiça e questionou o argumento de risco de fuga, já que utilizava tornozeleira eletrônica por decisão judicial anterior.
Relembre o caso
O episódio ocorreu em 14 de janeiro, em um bar localizado em Ipanema. Segundo a denúncia do MPRJ, Agostina teria se referido a um funcionário de forma pejorativa e, ao sair do local, usado o termo “mono”, que em espanhol significa macaco, além de imitar gestos do animal.
Segundo a promotoria, as ofensas continuaram, incluindo expressões consideradas racistas. Um vídeo com parte da ação viralizou nas redes sociais, impulsionando a abertura do inquérito policial.
Agostina nega as acusações e sustenta que os gestos teriam sido uma brincadeira direcionada a amigas. Em publicações posteriores, ela afirmou que existem outros vídeos do episódio e que espera que todo o material seja analisado pela Justiça. O caso segue em investigação.
