Carros de luxo, golpes milionários e prisões movimentam megaoperação da polícia

Cinco suspeitos foram presos, e as buscas continuam; computadores e documentos também foram apreendidos

Mais de 30 carros de luxo foram apreendidos pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise)

Mais de 30 carros de luxo foram apreendidos pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) | Divulgação/SSP

Mais de 30 carros de luxo foram apreendidos pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) nesta quinta-feira (13/2) durante a operação Riqueza Ilusória, que mira uma quadrilha especializada em estelionato e lavagem de dinheiro.

As equipes foram às ruas cumprir 12 mandados de prisão e 39 de busca e apreensão em endereços ligados aos envolvidos em oito cidades do estado, sendo a maioria na Grande São Paulo. 

Cinco suspeitos foram presos, e as buscas continuam. Além dos veículos, computadores e documentos foram apreendidos.

O grupo é investigado também  por falsidade documental, tráfico de drogas, porte ilegal de armas e organização criminosa.

Segundo o delegado Estevão Castro, responsável pela operação, as investigações começaram em maio do ano passado após denúncia de adulteração de documento de transferência de veículo.

Os investigadores conseguiram identificar o líder do esquema criminoso. Ele foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo em setembro, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Os celulares, computadores e anotações apreendidos na ocasião levaram os policiais aos demais envolvidos.

Os investigadores descobriram ainda que a organização tinha ligação com tráfico de drogas e outros delitos. 

O delegado disse que no começo deste ano foi instaurado um novo inquérito policial para apurar esses crimes, não só envolvendo o líder, mas as demais pessoas ligadas a ele. Após isso, pediu a expedição dos mandados à Justiça.

O dono de uma loja de carros de luxo em Alphaville também está entre os presos na ação desta quinta. Ele é suspeito de lavar o dinheiro obtido com as ações ilegais da quadrilha. 

Os suspeitos foram encaminhados à Dise de Carapicuíba, onde permaneceram presos e à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua as buscas por outros envolvidos, assim como com as investigações para esclarecer a dinâmica dos crimes.