‘Dark Horse’: Dino derruba sigilo de investigação da PF sobre destino de R$ 2 milhões em emendas para produzir filme sobre Jair Bolsonaro

Decisão do ministro do STF torna pública ação da PF e mantém Mário Frias, Karina Gama e outros investigados impedidos de deixar o Brasil

Lula indicou Dino para o STF | José Cruz/Agência Brasil

Flávio Dino, ministro do STF / José Cruz/Agência Brasil

Detalhes da investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, vieram a público nesta quinta-feira (10/9), após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubar o sigilo da ação.

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A decisão também autoriza as medidas de busca e apreensão contra os investigados na chamada Operação Make Up.

A investigação apura se recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinadas à produção do longa foram desviados.

A ação da PF conta com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU) no rastreamento dos valores.

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Entre os principais alvos está o deputado federal Mário Frias (PL-SP). A produtora do filme, Karina Gama, que também preside o Instituto Conhecer Brasil (ICB), é outro alvo da operação.

PF apreende sete armas na casa de Mário Frias

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam sete armas de fogo registradas em nome de Mário Frias.

Os armamentos, porém, estavam em um endereço diferente daquele declarado pelo parlamentar.

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A possível irregularidade relacionada à posse das armas também será investigada pela Polícia Federal.

Além dos armamentos, celulares e computadores foram apreendidos em endereços ligados aos investigados.

Ao todo, a Operação Make Up cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

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Investigação mira destino de R$ 2 milhões em emendas

A PF apura o destino de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinados por Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil em 2024. O ICB é presidido por Karina Gama, produtora do filme.

Os recursos foram pagos entre fevereiro e outubro de 2025.

A investigação busca esclarecer se o dinheiro foi efetivamente utilizado na produção do filme ou se houve desvio dos valores.

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Segundo a Polícia Federal, as apurações indicam a possível existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados.

O grupo é suspeito de direcionar recursos recebidos para empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação da prestação efetiva dos serviços contratados.

Ainda de acordo com a investigação, as tentativas de dissimular os supostos desvios teriam continuado até julho de 2026.

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Levantamentos financeiros realizados no âmbito da apuração também identificaram movimentações da ordem de centenas de milhões de reais entre empresas que integram o esquema investigado.

Dino proíbe novos repasses e restringe saída do País

No despacho publicado nesta quinta-feira, Flávio Dino avocou o caso para o Supremo Tribunal Federal e determinou a proibição de novos repasses para empresas suspeitas de envolvimento no esquema.

Os investigados são apurados por possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitações.

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Dino também determinou que os alvos não deixem o território nacional sem comunicação prévia à Justiça.

A decisão prevê ainda o recolhimento de passaportes eventualmente emitidos em nome dos investigados.

Com a medida, Mário Frias e Karina Gama estão proibidos de deixar o Brasil sem comunicar previamente à Justiça.