Empresário é condenado a 27 anos por matar idoso com voadora no peito no litoral de SP

Justiça entendeu que o crime foi cometido por motivo fútil e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima

Empresário golpeou idoso com voadora no peito; Defesa recorreu da decisão

Empresário golpeou idoso com voadora no peito; Defesa recorreu da decisão | Reprodução/TV Globo

O empresário Tiago Gomes de Souza, acusado de matar o idoso César fine Torresi com uma voadora no peito em Santos, no litoral de São Paulo, foi condenado a 27 anos de prisão. O crime aconteceu no dia 8 de junho de 2024, mas o julgamento terminou apenas na madrugada dessa quarta-feira (14/1), no Fórum da Barra Funda, na capital paulista.

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Segundo boletim de ocorrência, o neto da vítima, de 11 anos, relatou que estava atravessando a rua de mão dada com o avô porque o trânsito estava parado. Ainda de acordo com o relatório, Tiago teria freado de forma brusca e quase atropelado os dois.

Em seguida, após o idoso teria discutido e batido no carro do agressor. Irritado, o empresário desceu do veículo e o golpeou com os pés na região do peito. O idoso caiu e bateu a cabeça, conforme registrado pela Polícia Militar.

Um médico que transitava pelo local prestou os primeiros socorros e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele chegou a ser levado para uma UPA na região, mas teve paradas cardíacas e morreu. O laudo apontou que César teve um quadro de traumatismo craniano.

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Tiago Gomes fugiu para um supermercado e acabou preso em flagrante pela Polícia Militar. Ele foi indiciado por homicídio em junho de 2024 e, desde então, aguardava julgamento.

Decisão da Justiça

A Justiça entendeu que o crime foi cometido por motivo fútil e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A pena foi aumentada em um terço por ter sido cometido contra maior de 60 anos.

Além disso, a juíza responsável pelo caso estabeleceu o valor mínimo de R$ 300 mil para a reparação de danos causados para os parentes do idoso. A defesa do empresário disse que recorreu da sentença.