A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (14/5), Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, durante uma nova fase da operação Compliance Zero.
A ação foi autorizada pelo STF e investiga suspeitas de irregularidades ligadas ao Banco Master.
Segundo a PF, a ofensiva foi conduzida pela Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor).
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Investigação aponta atuação após prisão do filho
De acordo com as investigações, Henrique Vorcaro já aparecia como um dos responsáveis por operar interesses financeiros ligados ao filho, Daniel Vorcaro.
A PF aponta que ele teria recebido depósitos e atuado em esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
As informações indicam ainda que Henrique seria responsável pelo financiamento de um grupo conhecido como “A Turma”.
Os investigadores afirmam que ele também tentava obter informações internas da própria Polícia Federal sobre os inquéritos, mesmo após a prisão de Daniel Vorcaro.
Operação investiga intimidação e acesso ilegal a dados
Segundo a PF, esta fase tem como objetivo aprofundar as investigações sobre uma organização criminosa suspeita de praticar intimidação, coerção e invasão de dispositivos informáticos.
Os investigados podem responder por crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e violação de sigilo funcional.
A Turma
As investigações apontam que “A Turma” funcionava como uma estrutura privada usada para monitorar, intimidar e ameaçar críticos, autoridades e jornalistas.
Entre os integrantes citados pela PF estão Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. Os dois foram presos em março.
Movimentações de mais de R$ 1 bilhão
Henrique Vorcaro presidia o Grupo Multipar, conglomerado com atuação nos setores de engenharia, energia, agronegócio e mercado imobiliário.
Segundo dados do Coaf, a empresa movimentou mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 em transações realizadas exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master.
Para o órgão, as movimentações podem indicar tentativa de ocultação patrimonial. Na semana passada, Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, também foi preso. De acordo com a investigação, ele atuaria como “operador financeiro” do ex-banqueiro.
