A esposa de um policial militar morreu no domingo (6/9), em Embu das Artes, na Grande São Paulo, e o caso passou a ser investigado como possível feminicídio. A vítima tinha 29 anos e foi encontrada no banheiro da casa onde morava com o marido e o filho.
A polícia apura a dinâmica da morte e confronta a versão apresentada pelo PM. O soldado Vinícius Costa Silva foi preso temporariamente na segunda-feira (7/9) por suspeita de feminicídio.
O que o PM disse à polícia
Segundo o depoimento apresentado pelo policial, ele conversou com a esposa sobre o fim do relacionamento antes da morte. Vinícius afirmou que não queria continuar o casamento.
O PM relatou que Larissa Cruz Morata chorou após a conversa. Ele disse que tentou acalmá-la e, depois, foi dormir.
Segundo a versão apresentada pelo soldado, ele não viu o disparo. O policial afirmou que acordou após ouvir um barulho forte e encontrou a esposa caída no banheiro.
Ainda conforme o relato, Vinícius acionou a Polícia Militar e informou que a mulher teria usado a arma dele. O armamento estava no imóvel e foi apreendido pelos investigadores.
Polícia investiga a morte da esposa
A Polícia Civil passou a tratar o caso como morte suspeita. A investigação também considera a possibilidade de que outra pessoa tenha participado da morte.
A prisão temporária ocorreu na tarde de segunda. Como o suspeito é soldado da Polícia Militar, ele foi apresentado pela Corregedoria e deve permanecer no Presídio Militar Romão Gomes.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a medida ocorreu após a apuração encontrar elementos que precisavam ser esclarecidos. A pasta afirmou que as diligências continuam.
Perícia deve esclarecer a dinâmica
A investigação deve analisar a arma, o local e os demais vestígios encontrados na residência. Os exames podem ajudar a determinar como ocorreu o disparo.
A posição da vítima e do armamento também está entre os pontos analisados. A perícia ainda deve avaliar a trajetória do tiro e outros elementos materiais.
A polícia também ouve testemunhas e busca imagens de câmeras de segurança. Esses dados podem ajudar a reconstruir os momentos anteriores à morte.
Família contesta versão apresentada
Familiares de Larissa não acreditam que ela tenha tirado a própria vida. Segundo os parentes, a mulher vivia uma fase considerada positiva e tinha planos pessoais.
A família também relatou que o casal havia se mudado para a residência havia menos de um mês. Os parentes questionam, por isso, a hipótese apresentada inicialmente pelo marido.
Uma irmã de Vinícius também foi ouvida pela investigação. Ela esteve na residência no domingo e relatou que o casal havia conversado sobre uma possível separação.
A investigação continua para determinar se a morte da esposa ocorreu por suicídio ou se houve participação de outra pessoa. Até o momento, Vinícius é investigado como suspeito, e a definição sobre a dinâmica da morte depende dos elementos reunidos pela Polícia Civil.
