PF caça dono da Refit na Interpol e faz buscas contra Cláudio Castro

Agentes cumpriram 17 mandados expedidos pelo STF e passaram cerca de duas horas na residência de Castro, na Barra da Tijuca

Ex-governador acompanhou as buscas ao lado de seu advogado

Ex-governador acompanhou as buscas ao lado de seu advogado | Divulgação/Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro foi alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (15/5), para investigar suspeitas de fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.

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O empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, também é investigado na operação. Segundo a PF, foi solicitada a inclusão do nome dele na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional usado para localizar foragidos.

De acordo com a corporação, a investigação apura suspeitas de que a empresa utilizou sua estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e envio de recursos ao exterior.

Agentes da PF estiveram na residência de Castro, em um condomínio na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro.

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O ex-governador acompanhou as buscas ao lado de advogados. Após cerca de duas horas, os policiais deixaram o local com materiais apreendidos.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas, ação relacionada à atuação de organizações criminosas e possíveis ligações com agentes públicos no estado.

O advogado Carlo Luchione, que representa Cláudio Castro, afirmou que ainda não havia sido informado sobre os motivos da operação de busca e apreensão.

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Também foram alvo de mandados o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. Ao todo, a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão.

Castro sem cargo

Sem cargo atualmente, Cláudio Castro deixou o governo do Rio de Janeiro no dia 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que resultou em sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Segundo o TSE, a perda do mandato deixou de ser analisada após a renúncia. O caso abriu discussão no STF sobre a definição do modelo de escolha do governador que comandará o estado até a próxima eleição regular.

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Atualmente, o governo do Rio de Janeiro é exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto.

O STF ainda analisa se a escolha do próximo governador será realizada por eleição direta ou indireta. Cláudio Castro pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.