Policiais são presos por extorquir mais de R$ 15 mil por ano de lojistas em São Paulo

Agentes exigiam e recebiam pagamentos periódicos para permitir a atividade de ambulantes no Brás

Ao todo, nove pessoas também foram presas

Ao todo, nove pessoas também foram presas | Rivaldo Gomes/Folhapress

Cinco policiais militares de São Paulo foram presos nesta segunda-feira (16/12) suspeitos de extorquir comerciantes na região do Brás, uma das principais áreas de comércio popular na região central de São Paulo.

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Ao todo, nove pessoas foram presas nesta segunda, entre elas os cinco policiais militares. Outro PM e uma policial civil estão foragidos. Durante a ação, os agentes encontraram R$ 145 mil na casa de um dos investigados.

Segundo a Corregedoria da PM, o inquérito teve início em março deste ano, a partir de denúncias de extorsão contra policiais por comerciantes ambulantes na região. De acordo com a Veja, a investigação envolveu a quebra de sigilo bancário de 21 pessoas e oito empresas.

No mês passado, um homem foi preso em flagrante acusado de se apresentar como falso policial  para extorquir comerciantes no ABC Paulista. 

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Como funcionava a operação

Os agentes exigiam e recebiam pagamentos periódicos para permitir a atividade de ambulantes na região de comércio popular. Os vendedores seriam expulsos do bairro e teriam comércio fechado caso não pagassem os valores.

A Operação Aurora teve início em março, mas as investigações acreditam que o esquema funcionava a cerca de um ano.

Valores absurdos

Segundo a investigação, a milícia extorquia dinheiro de comerciantes autônomos há mais de um ano. As principais vítimas eram imigrantes que eram obrigados a pagar de R$ 200 a R$ 300 por semana, além de um valor anual chamado de “luva”, que chegava a R$ 15 mil.

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Durante a ação, os agentes encontraram R$ 145 mil na casa de um dos investigados. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), oito empresas e 21 pessoas tiveram sigilos bancário e fiscal quebrados.

Os promotores afirmaram que o grupo agia como milícia, usando o cargo e viaturas oficiais da corporação para extorquir dinheiro dos comerciantes.

Esquema de agiotagem

Durante as investigações também foi descoberto que quem não conseguia juntar o dinheiro, era obrigado a pegar emprestado com um agiota, que fazia parte do esquema e cobrava juros de 20% ao ano.

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Caso o pagamento atrasasse, eram os policiais militares que cobravam os devedores de forma violenta.

Quem se recusasse a pagar, também era removido à força do ponto de venda. De acordo com a Corregedoria, o cabo José Renato Silva de Oliveira usava a motocicleta, a farda e a arma da PM para intimidar as vítimas.