Só 16% da população considera a polícia de São Paulo ineficiente

Já 52% classifica a polícia do Estado como 'regular'; dados são de pesquisa da Badra Comunicação, divulgada com exclusividade pela Gazeta

Metade da população do estado de São Paulo acredita que a violência policial impacta mais alguns grupos do que outros

Metade da população do estado de São Paulo acredita que a violência policial impacta mais alguns grupos do que outros | Divulgação/Governo de São Paulo

A atuação da polícia do estado de São Paulo foi avaliada como “regular” por 52% da população. Já 31% considera “muito eficiente/eficiente”, enquanto somente 16% a classifica como “ineficiente/muito ineficiente”, revelando haver uma boa avaliação das forças de segurança pela população.

Os dados são de uma pesquisa da Badra Comunicação, divulgada com exclusividade pela Gazeta nesta sexta-feira (28/2).

A atuação da polícia é mais bem avaliada por:

• pessoas com renda familiar acima de R$ 5 mil (43%)

• pessoas com 60 anos ou mais (38%)

• pessoas com ensino fundamental (38%)

• homens (36%)

• pessoas de cor branca (36%)

• moradores do litoral e do interior (33%)

Por outro lado, a atuação da polícia é mais mal avaliada por:

• pessoas de cor preta/parda (21%)

• pessoas com ensino fundamental (20%)

• pessoas com idade entre 45 e 59 anos (18%)

Dados da pesquisa

A pesquisa que revela uma série de dados sobre a percepção dos paulistas sobre a atuação das polícias foi realizada presencialmente entre os dias 10 e 15 de fevereiro de 2025 e envolveu 1.501 moradores paulistas da região metropolitana da Grande São Paulo, do litoral e do interior.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Impacto maior sobre grupos específicos

Metade da população do estado de São Paulo acredita que a violência policial impacta mais alguns grupos do que outros, em especial pessoas de baixa renda.

Essa opinião aparece com mais força (50% de “sim) entre:

• moradores do litoral e do interior (54%)

• pessoas de cor preta/parda (54%)

• pessoas mais jovens – a concordância com essa visão é maior entre as pessoas mais jovens e decresce conforme aumenta a idade: 16 a 24 anos (59%); 25 a 44 anos (53%); 45 a 59 anos (47%); e 60 anos ou mais (45%).

Os entrevistados que acham que a violência policial afeta mais algumas pessoas do que outras, consideram que as maiores vítimas são:

• pessoas de baixa renda e vulneráveis (41%): baixa renda, pobres, carentes, pouca escolaridade, marginalizados, moradores de rua;

• negros (36%); nesse caso o percentual sobe para 44% entre pessoas com ensino superior; para 40% entre pessoas de cor preta/parda; para 39% entre mulheres;

• pessoas que vivem em áreas periféricas (12%): pessoas que moram em comunidades ou na periferia

• pessoas jovens (4%)

Abordagem respeitosa

Entre os paulistas que já foram abordados ou presenciaram a abordagem de outra pessoa pela polícia, 59% consideram que a atuação dos agentes foi respeitosa. O percentual sobe entre os homens (63%) e entre pessoas de cor branca (63%).

A renda e a escolaridade também influenciam nessa visão: 76% das pessoas com renda familiar acima de R$ 5 mil consideraram que a abordagem da polícia foi respeitosa, assim como as com ensino superior, com 63%.

Segurança da população

Em São Paulo, 76% dos entrevistados expressam confiança no trabalho da polícia para garantir a segurança da população, sendo que 35% afirmam “confiar muito” e 41% “confiar pouco”.

Apenas 23% indicam “não confiar” na instituição para garantir a segurança da população.

Há um nível de confiança maior no trabalho da polícia para garantir a segurança da população (35% “confiam muito” no Estado) entre:

• pessoas com renda familiar acima de R$ 5 mil (47%)

• pessoas com 60 anos ou mais (42%)

• pessoas de cor branca (40%)

• pessoas com ensino superior (39%)

• homens (39%)

• moradores do litoral e do interior (37%)