10 anos do impeachment de Dilma: onde está e quanto ganha a ex-presidente

Ex-presidente viveu reviravolta após um dos episódios mais polêmicos da história da política nacional

Dilma Rousseff será presidente do Banco Mundial até 2030

Dilma Rousseff será presidente do Banco Mundial até 2030 | Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em agosto de 2016, o Congresso deu a cartada final pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), num dos episódios políticos mais polêmicos da história do Brasil. Dez anos depois, a presidência passou por Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (hoje no PL) e voltou para o PT com Luiz Inácio Lula da Silva. Já Dilma viveu uma reviravolta inesperada na carreira.

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Uma década à frente, a ex-mandatária e economista se tornou presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do Brics), sediado em Xangai, na China, como uma das executivas brasileiras mais bem pagas do mundo. Ela ocupa o cargo desde 2023, sendo reeleita em 2025 para um mandato que segue até 2030.

O Brics é um agrupamento de países emergentes, inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que funciona como um mecanismo de cooperação política e econômica internacional. Com o objetivo de aumentar a influência do Sul Global, o grupo busca reformar instituições financeiras, como o FMI e o Banco Mundial, e representa uma alternativa de poder geopolítico ao G7.

Em 2024 e 2025, o bloco se expandiu, incorporando países como Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Indonésia.

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Salário de Dilma

Um episódio curioso envolvendo a ex-presidente ocorreu em 2023, quando. num voo,  rebateu uma passageira que a provocou por estar na primeira classe de um avião. Dilma rebateu: “Lógico, querida. Eu sou presidente de banco. Como você acha que viaja presidente de banco?”. 

O salário, realmente, garante viagens em primeira classe com tranquilidade. No banco ela recebe cerca de 500 mil dólares por ano, ou R$ 2,5 milhões anuais. Isso é o mesmo que R$ 208 mil mensais.

Antes do cargo no Banco Mundial, a ex-presidente tentou o cargo ao Senado por Minas Gerais em 2018, mas acabou superada por Rodrigo Pacheco (então no DEM) e Carlos Viana (então no PHS).

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Já Eduardo Cunha, o então presidente da Câmara dos Deputados que foi o principal algoz de Dilma no processo de impeachment, hoje articula seu retorno ao Congresso Nacional como pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais. 

Ele tem focado sua atuação em igrejas e eventos no estado, além de atuar nos bastidores da comunicação.