Em agosto de 2016, o Congresso deu a cartada final pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), num dos episódios políticos mais polêmicos da história do Brasil. Dez anos depois, a presidência passou por Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (hoje no PL) e voltou para o PT com Luiz Inácio Lula da Silva. Já Dilma viveu uma reviravolta inesperada na carreira.
Uma década à frente, a ex-mandatária e economista se tornou presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do Brics), sediado em Xangai, na China, como uma das executivas brasileiras mais bem pagas do mundo. Ela ocupa o cargo desde 2023, sendo reeleita em 2025 para um mandato que segue até 2030.
O Brics é um agrupamento de países emergentes, inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que funciona como um mecanismo de cooperação política e econômica internacional. Com o objetivo de aumentar a influência do Sul Global, o grupo busca reformar instituições financeiras, como o FMI e o Banco Mundial, e representa uma alternativa de poder geopolítico ao G7.
Em 2024 e 2025, o bloco se expandiu, incorporando países como Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Indonésia.
Salário de Dilma
Um episódio curioso envolvendo a ex-presidente ocorreu em 2023, quando. num voo, rebateu uma passageira que a provocou por estar na primeira classe de um avião. Dilma rebateu: “Lógico, querida. Eu sou presidente de banco. Como você acha que viaja presidente de banco?”.
O salário, realmente, garante viagens em primeira classe com tranquilidade. No banco ela recebe cerca de 500 mil dólares por ano, ou R$ 2,5 milhões anuais. Isso é o mesmo que R$ 208 mil mensais.
Antes do cargo no Banco Mundial, a ex-presidente tentou o cargo ao Senado por Minas Gerais em 2018, mas acabou superada por Rodrigo Pacheco (então no DEM) e Carlos Viana (então no PHS).
Já Eduardo Cunha, o então presidente da Câmara dos Deputados que foi o principal algoz de Dilma no processo de impeachment, hoje articula seu retorno ao Congresso Nacional como pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais.
Ele tem focado sua atuação em igrejas e eventos no estado, além de atuar nos bastidores da comunicação.




