O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou neste sábado (25/7) que foi procurado pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar da possível visita de representantes do Departamento de Estado ao Brasil.
Segundo a Corte, os diplomatas americanos não informaram qual seria a pauta do encontro, e nenhuma reunião chegou a ser marcada por causa do recesso de julho do Judiciário.
A manifestação ocorre um dia após o Itamaraty negar o visto de entrada a dois integrantes do governo do presidente Donald Trump, que pretendiam viajar ao País nas semanas que antecedem o primeiro turno das eleições de outubro.
TSE diz que agenda não foi apresentada
Em nota, o tribunal afirmou que o contato foi feito pela área internacional da Embaixada dos Estados Unidos, mas ressaltou que não recebeu informações sobre o objetivo da visita.
A Corte também informou que, em 17 de agosto, promoverá um novo encontro com embaixadores de diversos países para apresentar o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro.
A representação diplomática dos Estados Unidos deverá ser convidada para participar da reunião.
Segundo o TSE, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, já realizou em junho um encontro semelhante com representantes de 25 países, quando apresentou detalhes sobre as urnas eletrônicas.
Governo brasileiro negou vistos
A declaração do TSE foi divulgada após reportagem do jornal The Washington Post informar que integrantes do governo Trump planejavam enviar representantes ao Brasil para questionar a integridade do processo eleitoral brasileiro.
De acordo com a Folha de S.Paulo, os pedidos de visto foram apresentados pelos integrantes do Departamento de Estado Riley M. Barnes e Samuel Samson. O governo brasileiro decidiu negar a autorização para a viagem.
Segundo integrantes da diplomacia brasileira ouvidos pelo jornal, a decisão ocorreu após preocupações sobre uma possível utilização política da visita em meio ao processo eleitoral.
Missão internacional de observação
O TSE informou ainda que diferentes organismos internacionais já confirmaram participação como observadores das eleições de outubro.
Entre eles estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, o Parlasul, o Carter Center, a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede de Organismos Eleitorais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP). A Corte também informou que a União Africana e a Liga Árabe receberam convites para acompanhar o pleito.
