O que é o Boletim de Urna e como ele garante a transparência das Eleições 2026

Entenda como funciona o documento físico que garante a auditoria do voto e quem tem acesso a ele

Documento traz total de votos de cada sessão eleitoral

Documento traz total de votos de cada sessão eleitoral | Eduardo G. de Oliveira/Agência AL

O Boletim de Urna (BU) é, na prática, a certidão de nascimento de uma eleição. Impresso por cada seção eleitoral logo após o encerramento da votação, ele é a prova física do resultado apurado naquela urna específica.

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Este documento detalha o total de votos por candidato, partido, além dos brancos, nulos e o número de eleitores. Ele é impresso em várias vias antes da transmissão oficial, garantindo o registro antes mesmo dos dados chegarem ao TSE.

A conferência é pública e pode ser feita por qualquer cidadão ou fiscal. O BU é obrigatoriamente afixado na porta da seção, permitindo que os números sejam comparados com o sistema oficial da Justiça Eleitoral em tempo real.

Tecnologia a serviço da conferência

Para facilitar a verificação, o cidadão pode utilizar o aplicativo “Boletim na Mão” ou o site oficial do TSE. Ao escanear o QR Code impresso no papel, o eleitor confronta o resultado físico com o registro digital.

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Os fiscais de partidos desempenham um papel vital aqui. Eles recebem uma via impressa do BU, comparam os dados no momento do encerramento e arquivam cópias para realizar auditorias próprias posteriormente.

Caso ocorra qualquer divergência entre o BU físico e o resultado oficial, o procedimento é claro: o fiscal registra a ocorrência com foto, protocola na Junta Eleitoral e pode exigir uma investigação judicial.

Desmitificando o histórico de discrepâncias

É comum que debates sobre falhas circulem na internet. Historicamente, vídeos virais, especialmente entre 2020 e 2022, apontaram divergências, mas a maioria foi explicada como erro humano na leitura.

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Muitos desses casos tratavam de comparações entre seções ou zonas eleitorais distintas, como o episódio envolvendo o Acre, onde dados de locais diferentes foram equivocadamente cruzados, gerando alarmes falsos.

Auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) encontraram, de fato, falhas técnicas pontuais. Exemplos incluem erros de leitura em códigos QR e inconsistências em urnas que não foram instaladas corretamente.

Auditorias: o que dizem as investigações

Apesar de problemas técnicos isolados, órgãos de controle confirmaram que não houve fraude sistêmica. Os testes de integridade, realizados sob supervisão, não encontraram divergências entre os votos e o resultado.

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Após as eleições de 2022, as Forças Armadas entregaram relatórios ao TSE sugerindo melhorias. Entre as recomendações estavam a análise aprofundada do código-fonte e a ampliação dos testes de integridade.

O Tribunal acolheu propostas viáveis, como a criação de uma comissão permanente de fiscalização e a ampliação do prazo de inspeção do código-fonte de 6 para 12 meses, reforçando a segurança para os próximos pleitos.