Câmara aprova obrigação de bloqueadores de celular em presídios

Para deputado Sanderson, autor do texto, proposta é uma resposta aos anseios sociais contra a crimes comandados por trás das grades

Centro de Progressão Penitenciária de Mongaguá, no litoral sul paulista

Centro de Progressão Penitenciária de Mongaguá, no litoral sul paulista | Reprodução/Google Street View

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (11/12), o projeto de lei que determina a instalação obrigatória de bloqueadores de sinal de telefonia celular em presídios de todo o País. Agora, o texto segue para o Senado.

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O que diz o autor do PL

Para o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), autor do PL 6.158/23, a proposta é uma resposta aos anseios sociais contra a crimes comandados por trás das grades.

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“Precisamos combater o avanço dessas facções com inteligência e tecnologia, e os bloqueadores de sinal são uma ferramenta fundamental para enfraquecer esses grupos criminosos”, afirmou o parlamentar.

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Roubos, tráficos e extorsões

Dados recentes do setor de segurança pública, segundo Sanderson, apontam que mais de 80% das ordens para roubos, tráfico e extorsões no Brasil têm origem em aparelhos celulares utilizados dentro de unidades prisionais.

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O projeto também prevê que as operadoras de telecomunicações sejam responsáveis pela instalação e manutenção dos bloqueadores, em parceria com os governos estaduais e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

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O Projeto de Lei 6158/23 foi aprovado na forma do substitutivo do relator, Delegado Matheus Laiola (União Brasil-PR).

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Para se tornar lei, o texto deve ser ainda aprovado pelo Senado Federal e, depois, ser sancionado pela Presidência da República.

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Projeto na Alesp

Uma comissão da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) deu aval no início deste ano a um projeto de lei que pretende destinar aparelhos celulares apreendidos em presídios paulistas a pessoas desempregadas. A autoria é do deputado Eduardo Suplicy (PT).

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Originalmente, o PL 660/2021, de autoria do ex-deputado Campos Machado (que morreu em 6 de janeiro deste ano), visava destinar os aparelhos a estudantes de baixa renda das escolas públicas. Contudo, Suplicy, como relator do projeto no Colegiado, fez a alteração, mudando o rumo dos aparelhos celulares.

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A proposta segue em tramitação na Alesp, e precisa ser aprovada em dois turnos e ser sancionada pelo governador para se tornar lei.