O Consórcio MEZ-RZK Novo Centro é o vencedor do leilão para construir a nova sede do Governo de São Paulo, no centro da Capital. O certame foi realizado na manhã desta quinta-feira (26/2) na sede da B3.
“Era necessário o resgate do centro. Vamos ter a volta do movimento, a volta do comércio. Nunca mais o centro será degradado”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) após o leilão.
O consórcio vencedor é formado pelas construtoras Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RZK Empreendimentos Imobiliários e Iron Property. A obra, uma Parceria Público-Privada (PPP), vai custar cerca de R$ 6,1 bilhões e está prometida para ser entregue em 2030.
A proposta apresentou um desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública, que será o valor pago mensalmente pelo Estado durante os 30 anos de concessão. O valor máximo havia sido fixado em R$ 76,6 milhões. Com o desconto, esse valor ficará em R$ 69,2 milhões por mês.
Com o resultado, a empresa terá o direito de explorar comercialmente o espaço por 30 anos, incluindo estacionamentos, lojas, restaurantes e quiosques. Em contrapartida, será responsável pela operação e manutenção do complexo durante todo o período da concessão, incluindo serviços de limpeza, segurança e conservação.
Serão sete edifícios e 10 torres, que reunirão aproximadamente 22 mil servidores atualmente espalhados em mais de 40 endereços pela Capital.
As propostas foram apresentadas no formato presencial pelos consórcios Acciona-Construcap e MEZ-RZK Novo Centro.
Protesto
Um grupo de cerca de 30 pessoas protestou na sede da B3 contra o leilão. Parte era formada por moradores de imóveis que serão desapropriados e demolidos para a construção do novo centro administrativo do governo paulista.
O projeto prevê a remoção de aproximadamente 600 famílias de casas e prédios localizados nas imediações da Praça Princesa Isabel.
