Eleições 2026: pesquisa aponta que rejeição dá o tom da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Pesquisa Datafolha, divulgada no sábado (11/4), mostra o atual presidente em empate técnico na corrida pelo Planalto

Lula e Flávio Bolsonaro devem protagonizar eleições apertadas

Lula e Flávio Bolsonaro devem protagonizar eleições apertadas | Marcelo Camargo/AgBr e Waldemir Barreto/Senad

A corrida sucessória de 2026 ganha contornos de uma batalha de trincheiras. A nova pesquisa Datafolha, divulgada no último sábado (11/4), revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detém 39% das intenções de voto para o primeiro turno, mantendo a liderança.

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No entanto, o cenário é de alerta para o Planalto: o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 35%, configurando um empate técnico, no limite da margem de erro de dois pontos percentuais.

O cenário de 1º Turno: a terceira via sob pressão

Abaixo dos dois líderes, o cenário para os demais postulantes é de estagnação. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD -GO), aparece com 5%, seguido pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG) que registra 4%.

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Outros nomes somam 6% das intenções de voto, enquanto brancos, nulos ou nenhum totalizam 7%. Os que não sabem ou não responderam somam 4%.

Essa fragmentação da chamada “terceira via” reforça a dificuldade de novos nomes em furar a bolha da disputa entre lulismo e bolsonarismo. Para analistas, a estabilidade de Lula e a competitividade de Flávio indicam que o eleitorado já fez sua escolha de campo, deixando pouco espaço para o crescimento de alternativas no curto prazo.

Projeções de 2º Turno: onde a eleição se decide

Quando o foco se volta para o confronto direto, o equilíbrio é ainda mais evidente. No cenário de segundo turno entre os dois favoritos, Lula aparece com 44% contra 42% de Flávio Bolsonaro. 

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Considerando a margem de erro de dois pontos, há um empate técnico absoluto, o que projeta uma das eleições mais apertadas da história recente.

O levantamento também simulou outros embates:

  • Lula x Ronaldo Caiado: o atual presidente venceria por 45% a 32%.
  • Lula x Romeu Zema: vitória de Lula por 46% a 30%.
  • Flávio Bolsonaro x Terceira Via: o senador também lidera com folga contra nomes do centro e da direita moderada, herdando a maior parte do capital político da oposição.

O peso do ‘não’: rejeição é o teto dos candidatos

Se as intenções de voto mostram uma disputa parelha, os índices de rejeição revelam o tamanho do desafio de cada campanha para conquistar o eleitor indeciso. 

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Segundo o Datafolha, a rejeição a Lula atingiu 48%, o maior patamar desde o início do mandato. Flávio Bolsonaro aparece logo atrás, com 46% dos eleitores afirmando que não votariam no senador de jeito nenhum.

Esses números são cruciais porque definem o “teto” de cada candidato. Com quase metade do eleitorado rechaçando os dois líderes, o segundo turno tende a ser decidido pela capacidade de cada um em reduzir sua própria rejeição e capturar o voto útil daqueles que hoje preferem candidatos como Caiado e Zema.

Perfil do eleitorado e a economia

O fiel da balança continua sendo a percepção econômica. Lula mantém sua fortaleza entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos e no Nordeste. Já Flávio Bolsonaro lidera entre os evangélicos nas regiões Sul e Centro-Oeste.

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A oscilação na popularidade do governo está diretamente ligada ao custo de vida; para o Planalto, os 39% são um piso sólido, mas a alta rejeição acende o sinal amarelo para o embate final em outubro.