Delegado André e Michele Vanzella apontam caminhos para enfrentar violência e crime organizado

Pré-candidatos do PSD afirmam que combate à violência contra a mulher e enfrentamento ao crime organizado serão prioridades nas eleições deste ano.

Pré-candidata a deputada federal Michele Vanzella e o pré-candidato a deputado estadual delegado André Santos Pereira (PSD) afirmaram que segurança pública será uma das principais bandeiras de suas campanhas nas eleições deste ano. Foto: Yasmin Martildes/Gazeta de S.Paulo

Em entrevista à Gazeta, a pré-candidata a deputada federal Michele Vanzella e o pré-candidato a deputado estadual delegado André Santos Pereira (PSD) afirmaram que segurança pública será uma das principais bandeiras de suas campanhas nas eleições deste ano.

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A dupla defendeu mais investimentos, estrutura para as polícias e medidas para combater a violência contra a mulher e o avanço do crime organizado.

Michele Vanzella, diretora de negócios do Blue Note Brasil, pontuou ter sido vítima de uma tentativa de feminicídio em 2006, e agora pretende ampliar políticas públicas para o público feminino.

“Eu sou uma sobrevivente de feminicídio. Quando a mulher vai numa delegacia para fazer um boletim de ocorrência, ela já está com o pé na morte. A gente precisa entender quais são as ferramentas reais para diminuir esse ciclo de violência, porque muitas vezes ela denuncia e volta a conviver com o agressor no mesmo teto. O afastamento precisa ser imediato”, sinaliza Michele Vanzella.

Ela afirmou que sua entrada na política é uma decisão para transformar a dor individual em solução para a coletividade.

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Complementada a fala da companheira de partido, André Santos Pereira, reforça que é necessário investimentos em segurança.

“A segurança pública, tanto em São Paulo quanto no Brasil, passa por uma crise, sobretudo relacionada às entregas. Existe muito discurso, mas poucas entregas efetivas para trazer segurança de fato à população. A sensação de insegurança está presente no dia a dia das pessoas”, pontua o policial civil e delegado.

Michele faz questão de complementar a fala de André Santos. “A segurança pública é uma causa que precisa envolver toda a sociedade. Não podemos normalizar uma realidade em que as pessoas mudam suas rotas, deixam de sair de casa ou deixam de viver por medo da violência. A liberdade de viver é algo garantido pela Constituição e nós estamos perdendo isso”.

Questionado sobre a inteligência policial e como combater o crime organizado, André reforça que é necessário investimento.

“Segurança pública não é somente arma na rua ou viatura na rua. Existe um trabalho silencioso de inteligência e investigação que permite coletar provas e atingir o núcleo das organizações criminosas. É possível combater o crime de forma eficiente, principalmente por meio da asfixia financeira.”