O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já estabeleceu as regras para o pleito de 2026, com um foco central: a segurança biométrica. O que antes era uma recomendação, agora se consolida como pilar obrigatório para quem precisa emitir a primeira via do título ou realizar a transferência de domicílio.
A medida visa blindar o processo contra fraudes e garantir a integridade dos dados de mais de 157 milhões de eleitores aptos a votar no próximo ciclo democrático.
Desses 157 milhões de eleitores, segundo dados da Justiça eleitoral mais de 139 milhões estão com a biometria em dia.
O fim do alistamento 100% virtual
Embora o sistema Título-net continue operando para agilizar o envio de documentos, a Justiça Eleitoral deixa claro que a tecnologia não elimina a necessidade do comparecimento presencial.
Para quem ainda não possui as digitais cadastradas, o atendimento online funciona apenas como uma etapa preliminar. A coleta da fotografia oficial e das impressões digitais nos cartórios eleitorais torna-se o “pedágio” obrigatório para a regularização do documento, impossibilitando fraudes por duplicidade.
Inclusão e protagonismo jovem
As novas regras também buscam modernizar o perfil do eleitorado. Jovens de 15 anos já podem iniciar o processo de alistamento, preparando-se para a estreia nas urnas aos 16 anos.
Outro avanço significativo é a consolidação do uso do nome social: a autoidentificação de gênero agora é respeitada de forma imediata e sem burocracia no título de eleitor. Para evitar surpresas e restrições no CPF, o cidadão deve monitorar sua situação pelo aplicativo e-Título, que segue como a principal ferramenta de consulta instantânea.
O que é e como funciona?
A biometria é um método de identificação individual baseado em características físicas intransferíveis. No cartório eleitoral, o processo é simples: o servidor colhe as digitais dos dez dedos e tira uma foto em alta resolução.
No dia da eleição, em vez de apenas assinar o caderno, o eleitor posiciona o dedo no terminal da urna. O sistema compara a digital com o banco de dados e libera o voto apenas se houver uma correspondência exata, impedindo que uma pessoa vote no lugar da outra.
