Eleitores que rejeitam Lula e Bolsonaro vão decidir as Eleições 2026, avaliam especialistas no almoço empresarial Lide

Institutos de pesquisa apontam que a baixa mobilização dos eleitores 'não alinhados' mantém a disputa presidencial das Eleições 2026 totalmente em aberto

Luciana Chong, diretora do Datafolha, e outros líderes de institutos de pesquisas no almoço empresarial Lide

Luciana Chong, diretora do Datafolha, e outros líderes de institutos de pesquisas discutem cenário eleitoral em almoço empresarial Lide / Evandro Macedo/Lide

Os eleitores que não se identificam com o lulismo ou o bolsonarismo terão o poder de definir o próximo presidente do Brasil nas Eleições 2026.

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A conclusão unânime é dos líderes dos principais institutos de pesquisa do País, reunidos na última segunda-feira (27/7) no Almoço Empresarial Lide, na capital paulista.

‘Fator surpresa’ do eleitorado feminino

As análises apresentadas por diretores de institutos como Datafolha, Quaest, AtlasIntel e Paraná Pesquisas desenham um cenário de indefinição.

Para Luciana Chong, diretora do instituto Datafolha, as mulheres representam 53% do eleitorado, mas um dado chama a atenção: 45% delas ainda não citam um candidato espontaneamente.

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Entre as eleitoras evangélicas (15% da base nacional), o cenário é mais claro: Flávio Bolsonaro tem vantagem, impulsionado pela alta rejeição a Lula neste nicho, que atinge 62%.

Quem são os eleitores que vão decidir as Eleições 2026?

A resposta está no grupo dos “não alinhados”, que hoje somam cerca de 24% dos eleitores. Com baixo engajamento político, eles fogem da polarização tradicional.

Dentro deste segmento decisivo, 53% não têm nenhum nome em mente. No primeiro turno, Lula aparece com 25% das intenções, seguido pelo bloco de Zema, Caiado e Renan Santos (21%), e Flávio Bolsonaro (15%).

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Outro fator vital apontado pelos especialistas é o peso dos mais velhos. O grupo com 60 anos ou mais cresceu 74% desde 2010, reduzindo drasticamente as taxas de abstenção.

Hoje, essa faixa etária é a principal fortaleza do atual presidente, onde Lula mantém 11 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro.

Cenário aberto e o fim das certezas

Apesar das diferentes metodologias da Quaest, AtlasIntel e ABRAPEL, todos os especialistas concordam em um ponto: as pesquisas são um retrato do momento.

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A baixa mobilização de quem está no centro do espectro político torna impossível cravar um vencedor antecipado para as Eleições 2026.

Até outubro daquele ano, os acontecimentos da campanha e a capacidade de dialogar com as mulheres e os idosos ditarão as regras do jogo rumo ao Palácio do Planalto.