Dados divulgados pela pesquisa Quaest na manhã desta quarta-feira (15/7) mostram que 42% dos entrevistados tendem a concordar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) no desentendimento com o enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
Outros 18% concordam mais com Flávio, enquanto 22% afirmaram não concordar com nenhum dos dois. 15% dos perguntados disseram não saber ou não responderam. Por fim, 3% alegaram não apoiar nenhum dos lados no caso.
O levantamento foi encomendado pelo Banco Genial e ouviu presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 10 e 13 de julho.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07181/2026.
Entenda o desentendimento entre Michelle e Flávio
A desavença entre Flávio e Michelle veio a público em 24 de junho, quando a ex-primeira-dama publicou vídeos nas redes sociais afirmando ter sido maltratada, humilhada e desrespeitada pelo enteado em uma conversa por telefone.
A conversa teria envolvido divergência sobre alianças eleitorais do PL no Ceará. Segundo ela, os dois não mantinham contato desde o fim de 2025 e disse entender, após o atrito, que Flávio não queria ou considerava seu apoio insignificante na pré-candidatura.
Depois da repercussão, o senador se desculpou e afirmou que não teve a intenção de ofendê-la. No dia seguinte, Michelle Bolsonaro negou que houvesse uma “briga ou “competição” entre ela e o enteado e alegou que ambas as partes trabalhariam juntas nas eleições.
Na última quinta-feira (9/7), Flávio afirmou que continua disposto a conversar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e que aguardará “o tempo que ela achar suficiente” para que ela volte a participar da campanha eleitoral.
Diretor da Quaest comenta sobre o desentendimento
De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o caso expõe uma fragilidade na campanha de Flávio Bolsonaro entre eleitores alinhados à direita.
“Os vídeos divulgados parecem ter provocado algum dano dentro da base potencial de Flávio, já que 35% da direita e 20% do bolsonarismo acham que Michelle acertou ao divulgá-los. O desgaste eleitoral parece visível quando 53% dos eleitores de direita afirmam que a participação direta de Michelle na campanha aumentaria as chances de vitória de Flávio”, afirmou.
Outras informações reveladas pela Quaest
A pubicação dos vídeos foi correta?
A Pesquisa Quaest revelou que 49% dos entrevistados sabiam sobre a publicação dos vídeos da ex-primeira-dama, enquanto 51% alegou ter tomado conhecimento das mídias durante a entrevista.
Ainda sobre a divulgação, 45% dos perguntados consideraram que Michelle acertou em tornar o caso público. Outros 38% avaliaram que ela errou. Os demais entrevistados (17%) não souberam ou não quiseram responder.
O apoio de Michelle aumenta as chances de vitória de Flávio?
A pesquisa também perguntou se o apoio de Michelle aumenta as chances de vitória de Flávio Bolsonaro.
Segundo o levantamento, 38% disseram que sim, enquanto 47% alegou que não. Outros 15% afirmaram não saber ou não responderam.
Entrevistados apontam motivos da pubicação dos vídeos
Para 34%, a motivação de Michelle Bolsonaro na publicação dos vídeos seria o desejo de encaminhar sua candidatura à presidência no lugar de Flávio. 16% alegaram que ela queria responder aos ataques que teria sofrido.
Já 25% apontaram a oposição a alianças políticas com as quais ela não concorda; 4% todos os motivos citados; e 2%, outra motivação. Outros 19% não souberam ou não quiseram responder.
Antes da escolha de Flávio como pré-candidato, a ex-primeira-dama era citada como um dos principais nomes para disputar a presidência. Ela também é pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, mas não confirmou se concorrerá.
