Erika Hilton se torna a mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados, com 1,4 milhão de votos

Recorde supera votação de Joice Hasselmann, em 2018

O PSOL vê em Erika Hilton o principal nome eleitoral do partido caso Boulos realmente aceite ser ministro de Lula/Reprodução/Instagram

Erika Hilton é a mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados/Instagram/ @erikahilton

Com quase 100% das urnas apuradas em São Paulo, Erika Hilton (PSOL) chegou à marca de 1.406.671 votos, sendo assim a mulher mais votada da história do país para a Câmara dos Deputados, ultrapassando Joice Hasselmann, que teve 1.078.666 votos em 2018.

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A marca alcançada pela deputada é mais de cinco vezes maior do que o resultado conquistado por ela em 2022, quando recebeu 256.903 votos. No quadro geral de deputados eleitos, a psolista só fica atrás de Lucas Pavanato (PL), com mais de 2,7 milhões de votos.

Outra mulher com votos expressivos para a Câmara foi Julia Zanatta (PL-SC), que teve 527.441 votos, sendo, então, a segunda mulher mais votada no país.

Quem é Erika Hilton?

Erika Hilton é pedagoga, ativista dos direitos humanos e uma das principais lideranças políticas do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Nascida em Franco da Rocha e criada na região metropolitana de São Paulo, iniciou sua trajetória no movimento estudantil e no ativismo comunitário focado no combate ao racismo, na defesa da população LGBTQIA+ e na proteção dos direitos das pessoas periféricas e em situação de vulnerabilidade.

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Sua entrada na política institucional começou em 2018 com a eleição da co-deputada pela “Bancada Ativista” na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP). Em 2020, tornou-se a vereadora mais votada da capital paulista, consolidando um perfil combativo e voltado à criação de políticas de combate à fome e de garantia de Direitos Humanos.

Em 2022, fez história ao se eleger como a primeira deputada federal negra e travesti da Câmara dos Deputados, destacando-se na esfera nacional por atuações em defesa do direito dos trabalhadores — como na proposta do fim da escala 6×1 — e na liderança de comissões parlamentares no Congresso.