O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) reconheceu, durante uma live neste domingo (4/10), que sua campanha teve um resultado abaixo do esperado nas eleições de 2026. Em tom de desabafo, ele classificou o desempenho como “muito ruim”, após receber menos de 3% dos votos. Fora do segundo turno, porém, ele descartou apoiar Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).
Renan criticou ainda a quantidade de “voto útil” dado aos candidatos do PL, o que, segundo ele, representa um grande risco ao “centrão”.
Ainda durante a live, o líder do Movimento Brasil Livre (MBL) afirmou que não esperava receber algo próximo dos 10 pontos percentuais, mas que o resultado abaixo de 3% foi “muito ruim”, ficando muito aquém do esperado. Segundo Renan, porém, ele não poderia ter feito nada melhor.
Ele ainda lamentou que, com o resultado abaixo, o partido Missão conseguiu eleger apenas dois deputados (um federal – Kim Kataguiri e um estadual – Rafa Minato), sendo os dois por São Paulo.
Sem apoio no segundo turno e afirmação de que Flávio já está eleito
Sobre o segundo turno, o candidato do Missão foi incisivo, dizendo que seus eleitores poderiam ficar livres para votarem em quem quisessem, mas que ele não apoiaria nenhum dos dois candidatos na disputa.
“Eu não apoio bandido, e o Flávio Bolsonaro é um bandido e o Lula é um bandido, não recomendo a ninguém que vote neles, mas façam como quiser”, disse ele.
Mesmo sem apoio definido, Renan afirmou que, na avaliação dele, Flávio Bolsonaro será o vencedor destas eleições.
“O Flávio Bolsonaro já é o próximo presidente da república. O Bolsonaro já ganhou”.
Crítica ao voto útil
Durante a campanha, Renan foi um dos principais críticos da estratégia de voto útil em Flávio Bolsonaro, afirmando que o excesso de votos úteis nos candidatos do PL representa um grande risco ao centro, mas que tornou a campanha de Flávio melhor que a do candidato anterior.
Segundo ele, Flávio, mesmo “sem carisma”, conseguiu fazer uma campanha melhor do que a realizada pelo próprio pai, Jair Bolsonaro.
A declaração contrasta com os ataques feitos por Renan ao longo da corrida presidencial. No domingo, antes da apuração, ele havia chamado Flávio de “completamente desqualificado, covarde e burro”.
Por fim, Renan Santos destacou que sua campanha contou com um suporte financeiro muito inferior ao de seus concorrentes e que, ainda assim, ficou na frente de dois governadores: Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
