Irã desafia sentença de Trump, trava economia e ONU rejeita uso de força militar

Mesmo sob a sombra de um ultimato de Donald Trump e a intensificação dos confrontos entre Israel e Teerã, o Estreito de Ormuz permanece fechado

Apesar de o texto indicar que o alvo não seriam forças de segurança, houve troca de tiros com agentes no momento da abordagem

Declaração foi feita por meio de post na Truth Social, rede social de Trump | Reprodução/The White House

As declarações inflamadas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (7/3), provocaram reações e elevaram a tensão global a níveis sem precedentes.

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Trump advertiu que, caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto, “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”. Apesar do tom apocalíptico, a retórica não surtiu o efeito esperado em Teerã. 

Em entrevista à agência Reuters, uma alta autoridade iraniana manteve a postura desafiadora, afirmando que o país não cederá a “promessas vazias” e ameaçou estender o bloqueio à via marítima de Bab el-Mandeb.

Intervenção militar é rechaçada na ONU

No campo diplomático, o cenário é de paralisia. O Conselho de Segurança da ONU rejeitou a resolução proposta pelo Bahrein, que buscava autorizar o uso de “todos os meios necessários” para garantir o trânsito pelo Estreito. 

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O texto chegou a ser remodelado e recebeu o apoio tardio da França, autorizando o uso da força por um período de seis meses. No entanto, o movimento foi barrado pelos vetos de Rússia e China, que mantêm o bloqueio a qualquer intervenção militar estrangeira na região.

Ataques estratégicos e o fim do prazo de Trump

Nesta terça-feira, expira o prazo final dado pela Casa Branca para a reabertura da passagem. Durante a manhã, o conflito físico ganhou escala: ataques israelenses atingiram pontos críticos no Irã, desde uma ponte em Qom até uma petroquímica em Shiraz. 

A ofensiva norte-americana já alcançou a estratégica ilha de Kharg. Em contrapartida, o Irã mantém bombardeios frequentes contra solo israelense, atingindo centros urbanos como Tel Aviv e Haifa.

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Economia mundial sob sequestro

Sem sinais de cessar-fogo, uma coalizão de 40 países, liderada pelo Reino Unido, reuniu-se em caráter de urgência para exigir a liberação de Ormuz. O governo britânico subiu o tom da crítica, acusando formalmente o regime iraniano de manter a economia mundial como “refém” de seus interesses militares.

Enquanto o estreito continua fechado, o mercado global observa com apreensão o esgotamento das vias diplomáticas e o avanço da artilharia.