Diferente das Eleições dos últimos anos, a corrida eleitoral de 2026 entra em uma zona de alerta inédita. O motivo? O avanço veloz da Inteligência Artificial (IA). A bola da vez é a manipulação da imagem e da voz.
Conforme diretrizes recentes do TSE, a Justiça Eleitoral não vai apenas observar: ela vai punir com rigor o uso de “conteúdo fabricado” que tente enganar o eleitor.
O limite entre o marketing e a fraude
A regra não proíbe, mas limita a inteligência artificial a ser usada para melhorar a edição de um vídeo ou criar artes de campanha. Mas, qualquer ato deve vir acompanhado de um aviso explícito de que o conteúdo foi gerado artificialmente.
O que está terminantemente proibido — e liga o sinal vermelho no Senado e no TSE — é o uso de deepfakes para criar situações que nunca existiram ou atribuir falas falsas a adversários. A punição para quem ignorar a norma pode ser a cassação do registro e perda de mandato.
Vigilância e o papel das Big Techs
O tribunal também colocou as plataformas digitais na mira. Agora, as redes sociais têm responsabilidade em remover conteúdos que utilizem IA para desinformação de forma ágil.
A ideia é evitar que uma mentira tecnológica se espalhe com tanta rapidez que o desmentido chegue tarde demais.
Para o eleitor, a recomendação de 2026 é uma só: desconfie de vídeos perfeitos demais com declarações bombásticas. E sempre busque a informação em mais de um veículo. E quando for sobre temas oficiais e técnicos, sempre optar pelos veículos oficiais.
