Eleições 2026: 5 sinais para identificar deepfakes e IA

Não seja enganado: aprenda a identificar falhas técnicas e sinais de manipulação por IA em vídeos de candidatos

Aprenda a identificar falhas técnicas e sinais de manipulação por IA em vídeos de candidatos nas Eleições 2026.

Aprenda a identificar falhas técnicas e sinais de manipulação por IA em vídeos de candidatos nas Eleições 2026. | Imagem criada com IA/Gazeta de S. Paulo

A sete meses das eleições de outubro, o eleitor brasileiro se depara com um desafio inédito, o uso massivo da Inteligência Artificial (IA) nas campanhas políticas.

Embora a tecnologia permita uma comunicação mais ágil, a disseminação de deepfakes, vídeos ou áudios que simulam a imagem e a voz de candidatos de forma ultrarrealista acendeu o alerta máximo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em órgãos de fiscalização.

Para identificar essas manipulações, especialistas recomendam atenção redobrada a falhas na sincronia labial, movimentos robóticos dos olhos e à ausência de marcas de expressão naturais. Para garantir a integridade do voto e evitar o avanço da desinformação, o uso dessas ferramentas passou a ser rigorosamente regulamentado. Abaixo, confira as diretrizes para identificar o que é real e o que é fabricado no ambiente digital. 

O ‘checklist’ visual: onde a IA falha 

Apesar do refinamento tecnológico de 2026, a maioria das produções de IA destinadas à desinformação de massa ainda apresenta “ruídos” técnicos. De acordo com especialistas em perícia digital, o eleitor deve focar em quatro pontos críticos: 

  • Sincronia labial e fonemas: Verifique se os lábios do candidato se tocam corretamente ao pronunciar letras como ‘B’, ‘M’ e ‘P’. Em deepfakes, há frequentemente um leve atraso ou uma “borradura” na região da boca. 

  • Olhar e expressividade: A IA costuma falhar na frequência do piscar de olhos. Se o candidato encara a câmera de forma fixa por muito tempo ou se o movimento das pálpebras parece robótico, desconfie.  

  • Textura da pele e iluminação:  Vídeos sintéticos tendem a exibir uma pele excessivamente lisa, sem poros ou marcas de expressão naturais. Além disso, observe se as sombras no rosto acompanham o movimento da cabeça; se a sombra for estática, o vídeo é manipulado.  

  • O fator respiração: Áudios gerados por IA podem carecer de pausas naturais para o fôlego ou apresentá-las em momentos gramatical.

Para o pleito de 2026, a legislação exige aviso “Conteúdo fabricado ou manipulado” em propagandas com IA, sob pena de remoção e multas. Além disso, nas 48 horas antes da votação, é proibida a criação ou edição de novos conteúdos com IA para fins eleitorais. 

Canais de denúncia

O eleitor que suspeitar de irregularidades ou de vídeos fraudulentos não deve compartilhar o material, sob risco de impulsionar o alcance da desinformação. O caminho recomendado é a denúncia formal: 

  • SOS voto: Através do número 1491, o eleitor pode denunciar desinformação diretamente ao TSE.  

  • Aplicativo pardal: Disponível para smartphones, permite o envio de evidências de crimes eleitorais.  

  • Fato ou boato: O portal de checagem do TSE que monitora as principais narrativas falsas do período. 

  • A orientação das autoridades é que, diante de uma informação “bombástica” ou fora do padrão de comportamento de um candidato, o cidadão busque a confirmação em veículos de imprensa profissional ou nos canais oficiais das candidaturas.