Eleições 2026: 17 estados e DF terão novos governadores em 2027

Apenas 9 dos 27 governadores podem tentar novo mandato, forçando transição recorde no País

Eleições irão definir novo governador na maior parte do Brasil

Eleições irão definir novo governador na maior parte do Brasil | Paulo Pinto/Fotos Públicas

O tabuleiro político de 2026 apresenta uma das maiores taxas de renovação obrigatória das últimas décadas. Dos 27 governadores brasileiros, apenas nove estão em primeiro mandato e aptos a concorrer novamente, conforme a legislação que limita a ocupação do cargo a duas gestões consecutivas. 

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O cenário das reeleições 

A maior concentração de tentativas de recondução ocorre no Nordeste, onde cinco chefes de Executivo buscam o segundo mandato. Já na região Norte, o cenário é de transição profunda: com exceção do Amapá — onde Clécio Luís (Solidariedade) pode ser reconduzido —, todos os demais estados terão, obrigatoriamente, novos governadores a partir de 2027. 

Confira os governadores aptos à disputa: 

Clécio Luís (Solidariedade) – governador do Amapá; 

Elmano de Freitas (PT) – governador do Ceará;  

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Jerônimo Rodrigues (PT) – governador da Bahia; 

Eduardo Riedel (PP) – governador do Mato Grosso do Sul;  

Raquel Lyra (PSD) – governadora de Pernambuco;  

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Rafael Fonteles (PT) – governador do Piauí;  

Jorginho Mello (PL) – governador de Santa Catarina; 

Tarcísio de Freitas (Republicanos) – governador de São Paulo; 

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Fábio Mitidieri (PSD) – governador de Sergipe 

Mudança em 17 estados e DF

Nas outras 18 unidades da federação, os atuais gestores já cumprem seu segundo mandato e estão impedidos por lei de participar do pleito. Esse vácuo de poder abre espaço para novas lideranças e articulações entre sucessores políticos. 

No Nordeste, o panorama é de divisão: enquanto cinco nomes tentam a permanência, outros quatro estados terão novos candidatos obrigatoriamente. 

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Deixam os cargos os governadores: 

Alagoas, sai Paulo Dantas (MDB);  

Maranhão, sai Carlos Brandão (PSB);  

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Paraíba, sai João Azevêdo (PSB);  

Rio Grande do Norte, sai Fátima Bezerra (PT). 

O peso das alianças  

A alta taxa de renovação em 2026 coloca à prova a capacidade de transferência de votos dos atuais gestores. Em estados como Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro, onde os governadores encerram seus ciclos com aprovação estável, a disputa será centralizada na escolha dos sucessores “oficiais”. 

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Ao mesmo tempo, o cenário nacional deve nacionalizar as disputas estaduais. O desempenho dos candidatos à reeleição, especialmente em polos como São Paulo e Bahia, servirá como termômetro para a força das coalizões que disputarão o Palácio do Planalto.

O eleitor brasileiro, portanto, se prepara para um pleito que desenhará não apenas o comando dos estados, mas a correlação de forças políticas para a próxima década.