Pesquisa Badra, encomendada pelo Grupo GMG, aponta que Flávio Bolsonaro (PL) tem 50,3% das intenções de votos em um eventual segundo turno em São Paulo, contra 43,5% de Lula (PT).
Nulos e brancos chegaram a3,4%, enquanto 2,3% das pessoas disseram que não votarão em nenhum deles atingiu 2,1%.
O levantamento foi realizado entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro de 2026 e ouviu 2.500 eleitores de forma presencial em todo o estado. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Flávio Bolsonaro lidera também no primeiro turno, aponta pesquisa Badra
Ainda segundo dados da Badra, Flávio Bolsonaro também lidera a disputa no estado de São Paulo no primeiro turno. Ele tem 40,3% das intenções de votos, contra 37,6% de Lula.
Na terceira posição está Augusto Cury (Avante) com 2,4%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%, e Romeu Zema (Novo), 0,5%.
Não votará em ninguém atingiu 3,6%, enquanto brancos e nulos têm 1,9% das intenções.
Confira o ranking completo:

Fotos: veja quem são os candidatos à Presidência da República de 2026
São Paulo reproduz polarização nacional, mas com sinal paulista, aponta pesquisa
De acordo com análise técnica da própria Pesquisa Brada, na disputa presidencial, o eleitor paulista aparece dividido fundamentalmente entre Flávio Bolsonaro e Lula.
Na pesquisa estimulada, Flávio alcança 44,9% e Lula 41,1%. Augusto Cury aparece com 4,1%; Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 2,4% cada. A diferença entre os dois líderes, portanto, é bem menor do que aquela observada na disputa estadual. Isso talvez seja uma das descobertas politicamente mais interessantes do caderno.
O eleitor que dá uma vantagem muito ampla a Tarcísio não transfere automaticamente essa mesma vantagem a Flávio Bolsonaro. Da mesma forma, o eleitorado de Lula não se transfere integralmente para Haddad.
Na estimulada presidencial, Lula tem 41,1%; Haddad possui 32,1% na disputa estadual. Flávio tem 44,9%; Tarcísio, 60,1%. Essas diferenças mostram que as eleições estadual e nacional dialogam, mas possuem autonomias importantes.
Destrichando os números da pesquisa
Efeito evangélico
Os cruzamentos presidenciais revelam com clareza duas clivagens. Entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro marca 56,2%, enquanto Lula tem 30,5%. Entre eleitores de renda superior a R$ 8 mil, Flávio chega a 57,2%, contra 32,9% de Lula. Em contrapartida, Lula supera Flávio entre o agrupamento de outras religiões: 49,5% a 35,2%. Entre mulheres, a diferença praticamente desaparece: 43,1% para Flávio e 42,9% para Lula.
A mesma clivagem aparece de maneira ainda mais intensa no cenário de segundo turno. Flávio Bolsonaro chega a 50,3%, Lula a 43,5%.
Entre evangélicos, Flávio tem 62,5% e Lula 32,6%. Entre renda acima de R$ 8 mil, 60,9% contra 34,8%. Lula, porém, fica à frente entre mulheres — 45,7% a 48,0%, uma diferença pequena — e possui vantagem nítida no agrupamento de outras religiões, 51,9% a 41%.
No cenário nacional, pesquisas publicadas nesta mesma reta final mostram disputa bastante apertada entre os dois. O Datafolha nacional, por exemplo, encontrou Lula com 48% e Flávio com 45% em eventual segundo turno, enquanto outros institutos apresentaram diferenças pequenas em sentidos distintos. São Paulo, portanto, aparece na pesquisa Badra como um território mais favorável a Flávio Bolsonaro do que o conjunto nacional.
Essa diferença é relevante exatamente por causa do tamanho do colégio paulista.
Eleição estadual mais descolada da presidencial do que parece
Talvez um dos maiores riscos analíticos desta eleição seja imaginar que Tarcísio e Flávio Bolsonaro sejam eleitoralmente intercambiáveis, ou que Lula e Haddad sejam eleitoralmente equivalentes. Os números do Badra demonstram que não são. No cenário estimulado: Tarcísio, 60,1%; Flávio, 44,9%; Haddad, 32,1%; e Lula, 41,1%. Existe, portanto, um contingente substantivo de eleitores que combina escolhas de maneira menos rigidamente partidária.
Isso pode incluir eleitores de Tarcísio que escolhem Lula, candidatos menores ou permanecem fora do confronto presidencial, assim como eleitores de Lula que não votam em Haddad para o governo.
Sem um cruzamento direto voto para governador × voto para presidente, não é possível quantificar essas migrações individualmente. Mas os totais tornam evidente que elas existem. Esse é um ponto importante para o relatório: a polarização nacional organiza o ambiente eleitoral paulista, mas não explica sozinha a eleição estadual.













