PL elege 121 deputados e forma maior bancada da Câmara desde 1990

Partido do ex-presidente Jair Bolsonaro salta de 97 para 121 cadeiras e assume controle da mesa diretora e comissões para 2027

Crescimento do PL nas urnas garante comando das comissões temáticas e orçamentárias do Congresso a partir de 2027 / Rafa Otero/Fotoarena/Folhapress

A consolidação da maior bancada partidária na Câmara dos Deputados desde a Assembleia Constituinte, em 1990, foi alcançada pelo Partido Liberal (PL) com a eleição de 121 parlamentares para a legislatura que iniciará o mandato em 1 de fevereiro de 2027. Na última eleição, o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro contou com 97 cadeiras.

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O avanço representativo da legenda na votação nacional assegura a liderança nas articulações regimentais do Congresso Nacional, o que determina a formação de comissões temáticas e a apreciação do orçamento e de reformas fiscais durante o mandato quadrienal, que terminará em janeiro de 2031.

A contagem total de 513 deputados federais eleitos por partido desenha um mapa de forças polarizado, em que a oposição (PL) ostenta o maior bloco individual e desafia o Palácio do Planalto. A Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) aparece em segundo lugar, somando 88 deputados federais eleitos por partido, seguida de perto pela Federação União Progressista (União Brasil-PP), que conquistou 87 assentos.

Puxadores de voto em SP, MG e CE lideram crescimento do PL

Os recordes históricos de votação impulsionaram a vitória da sigla nas urnas e consolidaram novos nomes da direita e da esquerda nacional:

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  • Nikolas Ferreira (PL-MG) registrou a maior votação do país ao alcançar 3.119.318 votos.
  • Lucas Pavanato (PL-SP) liderou no estado de São Paulo com 3.038.438 votos.
  • Erika Hilton (PSOL-SP) contabilizou 1.596.472 votos e garantiu a expressiva bancada paulista.
  • André Fernandes (PL-CE) conquistou 684.372 votos no Ceará.

A capital federal também definiu os 8 deputados federais eleitos por partido para a bancada do Distrito Federal: Fábio Felix (PSOL), Rafael Prudente (MDB), Alberto Fraga (PL), Thiago Manzoni (PL), Julio Cesar (REPUBLICANOS), Izalci Lucas (PL), Agnelo Queiroz (PT) e Prof. Reginaldo Veras (PV).

Distribuição de forças e novas bancadas da Câmara para 2027

Ao todo, 15 partidos ou federações garantiram representação proporcional no plenário para a Câmara dos Deputados 2027:

  • PL: 121 deputados
  • PT-PCdoB-PV: 88 deputados
  • União-PP: 87 deputados
  • PSD: 43 deputados
  • Republicanos: 41 deputados
  • MDB: 36 deputados
  • Podemos: 27 deputados
  • PSB: 15 deputados
  • PSOL-Rede: 15 deputados
  • PSDB-Cidadania: 11 deputados
  • Novo: 10 deputados
  • PRD-Solidariedade: 7 deputados
  • PDT: 6 deputados
  • Avante: 5 deputados
  • Missão: 1 deputado

Pressão fiscal e divisão de fundos afetam partidos de esquerda

A cláusula de desempenho de 2026 impôs um impacto financeiro decisivo ao impor o mínimo de 2,5% dos votos válidos (ou 13 deputados em um terço dos estados) para o acesso a recursos públicos.

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A federação PSOL-Rede não atingiu a cláusula de desempenho, o que significa que a aliança perderá o acesso ao fundo partidário, ao fundo eleitoral e ao tempo de rádio e televisão a partir de 2027. Apesar de ter elegível a terceira maior votação do país em São Paulo, o grupo enfrentará um cenário de corte de recursos partidários.

Os 513 deputados federais eleitos por partido tomarão posse formal em 1º de fevereiro de 2027. A sessão solene abrirá oficialmente a nova legislatura da Câmara dos Deputados 2027 e elegerá a nova Mesa Diretora do Congresso Nacional para os próximos quatro anos.