Projeto prevê voos gratuitos para aposentados do INSS fazerem tratamento médico em outras cidades

Proposta em análise na Câmara prevê bilhetes custeados pela União, mas medida ainda não está em vigor e precisa passar por novas votações

A Comissão da Câmara aprovou projeto que prevê passagens aéreas gratuitas para aposentados do INSS realizarem procedimentos médicos fora de suas cidades Crédito: Pexels

A distância até os grandes centros hospitalares pode deixar de ser um obstáculo para quem depende do INSS. A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1439/25, que prevê a concessão de passagens de avião gratuitas para aposentados realizarem consultas, exames ou cirurgias indisponíveis em seus municípios.

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Como vai funcionar a emissão e o pagamento?

Pelo texto aprovado, o Governo Federal fará o pagamento direto às companhias aéreas cadastradas no programa.

O projeto estabelece um teto de até R$ 200 por trecho, quantia que já inclui o valor das taxas de embarque nos aeroportos.

Quantidade de viagens, exceções e acompanhante

A utilização do benefício seguirá os seguintes critérios estabelecidos pela comissão:

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  • Limite de viagens: cota de até duas passagens de ida e volta por ano para trajetos nacionais, com possibilidade de ampliação em casos excepcionais devidamente comprovados por junta médica.
  • Acompanhante: garantia de bilhete para um acompanhante caso o paciente tenha mais de 70 anos, seja pessoa com deficiência ou apresente limitação física.

Exigências e documentos necessários

Para solicitar o benefício, o aposentado precisará comprovar a necessidade médica do deslocamento.

Será obrigatório apresentar documento de identidade com foto, extrato do benefício do INSS, agendamento no local de destino e laudo assinado por profissional do SUS.

O benefício já está valendo? Saiba o caminho até virar lei

A medida ainda não está em vigor. O projeto venceu apenas a primeira etapa de tramitação na Câmara.

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De autoria do deputado Neto Carletto (PP-BA) e com relatoria do deputado Bebeto (PP-RJ), a matéria ainda precisa passar pelas comissões de Previdência, Finanças e CCJ. Se aprovada, segue para o Senado e, depois, para sanção presidencial.