SUS lança programa de atendimento domiciliar para idosos acamados

Com aporte milionário, Padi Brasil quer levar médicos especialistas e equipes multiprofissionais à residência de 1,5 milhão de pacientes

Governo lança programa de R$ 500 milhões para levar equipes do SUS à casa de 3 milhões de idosos acamados / André Feltes/MS

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (18/6), no Rio de Janeiro, o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), de atendimento domiciliar para idosos acamados.

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Será uuma estratégia nacional inédita de cofinanciamento federal que levará Equipes Multiprofissionais (eMulti) diretamente às residências de pacientes com limitações funcionais severas atendidos pela Atenção Primária.

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A iniciativa receberá um aporte robusto de R$ 500 milhões em recursos da União. Desse montante, R$ 163,2 milhões serão liberados ainda em 2026, enquanto os R$ 329,3 milhões restantes estão programados para o orçamento de 2027.

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O foco central está no atendimento integrado e especializado de uma parcela vulnerável que carece de suporte contínuo. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) acompanha mais de 3 milhões de idosos acamados em todo o território nacional.

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“Mais da metade dessa população passará a contar também com acompanhamento em casa, ampliando o acesso ao cuidado e oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes e às suas famílias”, projetou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o evento.

Como será atendimento domiciliar para idosos acamados

A demanda das administrações locais pelo novo suporte é evidente. Até o momento, 2.733 municípios brasileiros já solicitaram adesão ao programa federal, somando 3.677 equipes multiprofissionais entre novos times e ampliações das estruturas atuais.

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Com a nova verba, as prefeituras poderão estender a carga horária de atendimento e contratar mais profissionais. O incentivo financeiro mensal por equipe será de até R$ 10 mil, atingindo tetos de R$ 57,5 mil conforme a categoria de atuação.

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Os grupos integrados contarão com médicos geriatras, cardiologistas, nutricionistas e psicólogos. Esses profissionais atuarão em conjunto com as equipes de Saúde da Família, promovendo assistência direta em regiões que sofrem há anos com a falta de atendimento especializado.

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O programa soma-se a outros benefícios já disponíveis, como o Farmácia Popular, que fornece fraldas geriátricas e medicamentos para hipertensão e diabetes, e o plano Agora Tem Especialistas, focado na redução de filas para exames e cirurgias.

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Envelhecimento e ferramentas de monitoramento

O envelhecimento acelerado da população pressiona a saúde pública nacional. Em 2024, a expectativa de vida ao nascer no país atingiu 76,6 anos, e hoje cerca de 80% dos idosos brasileiros dependem de forma exclusiva do SUS para tratamentos.

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Para otimizar o monitoramento domiciliar, as equipes utilizarão a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa. O documento, que unifica o histórico clínico do paciente, conta com versões físicas e digitais integradas ao aplicativo Meu SUS Digital.

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Além da assistência clínica, o ministério distribuirá materiais focados no suporte aos familiares. Os guias abordam desde a prevenção de quedas domésticas até a conscientização e adoção de linguagens positivas para o trato de demências.

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Inspirado no pioneirismo carioca

O Padi Brasil foi modelado a partir de uma experiência de sucesso idealizada na década de 1990. A médica e advogada Guilhermina Maria Galvão Siqueira Gomes foi homenageada pelo ministério durante a cerimônia de lançamento oficial.

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Guilhermina identificou o ciclo de reinternações recorrentes no Hospital Municipal Paulino Werneck, na Ilha do Governador. Ao notar o vazio assistencial pós-alta, a médica estruturou o projeto piloto de acompanhamento domiciliar, que agora ganha escala nacional.