Investigado na CPMI do INSS, Fábio Luís Lula da Silva — conhecido popularmente como “Lulinha” — teve seu nome ligado ao escândalo que apura irregularidades no órgão.
Na noite da última quinta-feira (26), o Senado aprovou a quebra de seu sigilo bancário, medida que visa investigar se o filho do presidente Lula recebeu repasses oriundos de desvios ou fraudes.
Mas quem é Lulinha?
Filho mais velho de Lula com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, Fábio Luís é formado em Biologia e reside atualmente na Espanha. Ele tornou-se figura pública notória por ser o filho do presidente com maior trânsito e visibilidade no universo político e empresarial.
Sócio de uma empresa inicialmente chamada “Gamecorp”, que faturou milhões com contratos nos setores de TV, telefonia e internet, o primogênito consolidou influência no meio, vinculando seu nome a diversas personalidades do mundo corporativo e da política.
Escândalo do INSS e CPMI
Lulinha acumula polêmicas em sua trajetória, e a mais recente culminou na aprovação da quebra de seu sigilo pelo Senado. As investigações da Polícia Federal no escândalo do INSS teriam identificado mensagens de um ex-sócio de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, afirmando que Fábio Luís seria sócio do lobista em projetos específicos. A suspeita é de que ele teria recebido repasses ligados a fraudes, além de uma suposta “mesada”.
Lava Jato e Receita Federal
Esta não é a primeira vez que o nome do empresário surge em investigações de grande vulto. Na Operação Lava Jato, seu nome foi vinculado a possíveis desvios, mas nada foi comprovado judicialmente na ocasião.
Atualmente, a Receita Federal cobra cerca de R$ 10 milhões de Lulinha por suposta sonegação fiscal. A autuação decorre de repasses de R$ 132 milhões feitos pelo grupo Oi/Telemar às suas empresas, Gamecorp e Gol, entre 2004 e 2016.
O fisco alega falta de comprovação dos serviços e ocultação de rendimentos. No entanto, o caso penal foi arquivado após anulações proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Caso JBS e Fake News
Lulinha também foi alvo de desinformação no passado. Em 2013, boatos o apontavam como um dos donos da JBS, empresa que era investigada por corrupção. Esses rumores, que ganharam força durante as fases da Lava Jato, jamais se confirmaram e foram desmentidos posteriormente pelos próprios envolvidos no caso e por auditorias independentes.



