O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, anunciou neste sábado (28/3) sua saída do PSD para se filiar ao MDB. A mudança, que já vinha sendo articulada nos bastidores, faz parte da estratégia para as eleições de 2026, quando ele deve continuar como vice na chapa do governador Tarcísio de Freitas.
A decisão foi alinhada entre lideranças políticas e deve impactar diretamente a formação das alianças no Estado para o próximo ciclo eleitoral.
Troca de partido fortalece plano para reeleição
Com a filiação ao MDB, Ramuth reforça a parceria com Tarcísio, mirando a reeleição. O anúncio foi feito por meio de um vídeo publicado nas redes sociais do vice-governador.
Nos bastidores, ele também manteve diálogo com o prefeito da Capital, Ricardo Nunes. Em declaração, afirmou que a mudança representa um “novo passo” em sua trajetória política, destacando o compromisso com o desenvolvimento do estado.
A decisão ocorre após alinhamento entre lideranças políticas e consolida o MDB como peça-chave na base do governo paulista.
PSD perde protagonismo e tensão marca bastidores
Com a saída de Ramuth, o PSD, comandado por Gilberto Kassab, deve ficar fora da chapa principal em 2026. Ainda assim, Kassab afirmou que o partido seguirá apoiando a reeleição de Tarcísio, independentemente de ocupar ou não a vaga de vice.
Em reunião no Palácio dos Bandeirantes na última quinta-feira (26/3), o dirigente sinalizou que, caso o governador optasse por manter Ramuth na chapa, o vice deveria buscar outro partido, movimento que acabou se confirmando.
Nos bastidores, lideranças do PSD relataram desgaste na relação com Ramuth, que teria se movimentado como possível candidato ao governo, incluindo conversas com marqueteiros e articulações políticas próprias.
Com a nova configuração, partidos como o PL, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e o PP devem ganhar espaço, especialmente na disputa por vagas ao Senado.
