Romeu Zema é oficializado candidato à Presidência, mas Novo surpreende e deixa chapa sem vice

Ex-governador de Minas Gerais teve candidatura confirmada em convenção do Novo, em Brasília, e ainda busca um nome para compor a chapa nas eleições de 2026

Declarações públicas, tensão com instituições e repercussão nacional ampliaram o desgaste em torno do nome do chefe do Executivo estadual.

Romeu Zema é anunciado como candidato à Presidência / Marcelo Camargo / Agência Brasil

O partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27/7) a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República nas eleições de 2026.

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A convenção nacional da legenda foi realizada em Brasília e confirmou o empresário como cabeça de chapa, mas sem a definição de um candidato a vice.

Durante o evento, o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, destacou a gestão de Zema em Minas Gerais e afirmou que o partido pretende levar ao cenário nacional o modelo adotado pelo ex-governador no estado.

Em discurso, Ribeiro também fez críticas ao PT e disse que a legenda aposta na experiência administrativa de Zema como principal trunfo da campanha.

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Zema governou Minas Gerais entre 2019 e março de 2026, quando renunciou ao cargo para disputar o Palácio do Planalto.

Natural de Araxá, o empresário tem 61 anos e é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Chapa ainda busca um vice

Apesar da candidatura já oficializada, o Novo ainda não definiu quem será o vice de Romeu Zema.

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Nos últimos dias, o ex-governador citou o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como um nome que considera para a composição da chapa.

Segundo Zema, pretende se reunir com o ex-ministro para discutir a possibilidade.

Antes disso, o empresário Geraldo Rufino chegou a ser cotado para ocupar a vaga, mas decidiu disputar uma cadeira no Senado por São Paulo.

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Cenário da disputa

Com a confirmação de Zema, o Novo passa a integrar oficialmente a corrida presidencial de 2026.

Nos últimos dias, outros partidos também realizaram convenções para definir seus candidatos, entre eles o PL, que lançou Flávio Bolsonaro, e o PSD, que oficializou Ronaldo Caiado.

As convenções partidárias podem ser realizadas até 5 de agosto. Depois disso, os candidatos terão até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. A campanha começa oficialmente no dia seguinte.