Em outubro de 2026, seus dois votos para senador definem os rumos do Brasil na próxima década. Com a renovação de 54 das 81 cadeiras (dois terços da Casa), a nova bancada terá o poder de aprovar três novos ministros do STF, decidir sobre a Reforma Tributária e pautar processos de controle institucional.
Diferente de 2022, o Senado deixou de ser um posto de prestígio para se tornar o epicentro das decisões mais sensíveis do país. Quem vencer o pleito terá o controle sobre o Judiciário e a governabilidade até 2034.
O tribunal que decide o futuro do STF
A competência mais crítica da nova legislatura será a sabatina dos nomes que ocuparão as vagas de Luiz Fux (2028), Cármen Lúcia (2029) e Gilmar Mendes (2030), que atingirão a aposentadoria compulsória de 75 anos.
Como o Senado detém a palavra final sobre as indicações da Presidência, o voto de 2026 definirá se o perfil da Corte será mais conservador ou progressista. Além disso, pautas como o limite de decisões monocráticas dependem dos 41 votos da maioria absoluta ou dos 54 votos necessários para quóruns de impeachment.
Reforma Tributária e o ‘Número 49’
Na economia, o Senado controla o destino das Propostas de Emenda à Constituição (PECs). São necessários 49 votos favoráveis para aprovar ajustes estruturais na Reforma Tributária previstos para 2027.
Sem essa maioria qualificada, qualquer governo fica refém de leis complementares, perdendo a capacidade de ajustar alíquotas e regimes de transição. O pleito de 2026 decide se o país terá estabilidade fiscal ou travamento econômico nos próximos oito anos.
Como votar para dois senadores?
Um erro comum do eleitor em anos de renovação dupla é repetir o número do candidato. Pela regra do TSE, se você digitar o número do mesmo candidato duas vezes, o segundo voto é anulado. É obrigatório escolher dois nomes e números distintos na urna eletrônica.
O tabuleiro político e o ‘fator Carlos Bolsonaro’
Embora as candidaturas só sejam oficializadas nas convenções, movimentações estratégicas já agitam o cenário. O foco recai sobre Santa Catarina, onde a transferência do domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro (PL) tensiona a base aliada e coloca em xeque a reeleição de veteranos como Esperidião Amin (PP).
Historicamente, eleições com duas vagas apresentam alta taxa de renovação, chegando a 75% em ciclos recentes. O eleitor tende a buscar novos perfis quando tem o poder de duplicar sua representação direta no Congresso Nacional.





