A Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A solicitação, que ocorre no âmbito da investigação das fraudes bilionárias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), foi atendida pelo ministro André Mendonça.
O advogado de Lulinha afirmou a Mendonça em petição protocolada nesta quinta-feira (26/2), que a quebra de sigilos foi “desnecessária” e que ele está disposto a entregar voluntariamente os documentos requisitados pela investigação.
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) também decidiu nesta quinta-feira quebrar o sigilo bancário e fiscal do filho do presidente.
‘Mesadas’ de Lulinha
No relatório sob sigilo, a PF aponta supostos pagamentos de mesadas de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, a Lulinha, por meio de uma amiga dele. De acordo com a PF, ele seria um sócio oculto.
Os pagamentos de R$ 300 mil mensais seriam, segundo apuração preliminar, pagamentos para Lulinha facilitar acesso de Antunes a locais específicos em Brasília. Ambos negam.
Além disso, um ex-funcionário do Careca do INSS prestou depoimentos à PF e à CPMI do INSS no Congresso Nacional , e afrmou que o lobista mencionava pagamentos para Lulinha recorrentemente.
Lula já afirmou em declarações públicas que “quem errou tem que pagar”, e pediu explicações ao filho, que disse ao pai que era inocente.
Aliados do presidente insistem na tese de que, apesar de as fraudes terem ocorrido em gestões passadas, as investigações só ocorreram no governo Lula.
