O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o governador Tarcisio de Freitas (Republicanos) anunciaram na tarde desta quinta-feira (23/4) o projeto Boulevard São João, para requalificar parte do centro da Capital.
A proposta é conhecida informalmente como “Times Square Paulistana” e foi confirmada pela prefeitura de São Paulo no mês de fevereiro, apesar de a intenção existir desde 2023.
A coletiva contou também com Álvaro Aoas, dono do Bar Brahma e líder da Fábrica de Bares, responsável pela ideia e que irá gerir o projeto pelos próximos 3 anos. A intenção é iniciar a proposta entre o fim de agosto e início de setembro de 2026.
Todos negaram que a ideia flexibilizará a Lei Cidade Limpa e refutaram que haja a ideia de expansão da iniciativa. “Sabe qual é a chance disso acontecer em Interlagos, em Itaquera ou na avenida Paulista? Zero. Isso faz parte de um projeto de requalificação do centro, e só acontecerá porque é no centro”, disse Nunes.
“Eu e o governador somos a favor da Lei Cidade Limpa”, continuou Nunes.
O investimento privado total será de R$ 6 milhões por 3 anos.
‘Times Square Paulistana’ terá 4 telões
Segundo a apresentação, a área afetada será de aproximadamente 42 mil metros quadrados. Haverá quatro telões entre as avenidas Ipiranga e São João. A avenida São João ficará fechada das 18h de sábado até as 23h de domingo para apresentações culturais, artísticas e gastromicas.
As intervenções serão estruturadas ao longo da avenida São João, no trecho entre o Largo do Paissandu e a Praça Júlio Mesquita.
Para Tarcísio, o centro conta com uma série de intervenções nos últimos anos, e essa será mais uma para beneficiar a região.
“Nosso papel principal no Boulevard São João é o de segurança, mas estamos participando de uma série de ações no centro. O governo e a prefeitura sempre trabalham juntos”, defendeu.
Já o dono do Bar Brahma disse que a ideia nasceu quando o estabelecimento foi atacado por pessoas ladrões e confirmou que se inspirou na Times Square original, nos Estados Unidos.
“Dizem que parece a Times Square, em Nova York. E qual é o problema de imitar uma boa ideia mundial? São Paulo é uma cidade internacional”, destacou Aoas.
