Trump diz que Maduro foi capturado após ataque dos EUA à Venezuela

Governo venezuelano nega informação, decreta emergência e fala em agressão militar

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Trump afirma que Maduro foi capturado após ação militar na Venezuela | Evelyn Hockstein/Reuters/Folhapress

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3/1) que Nicolás Maduro foi capturado e retirado da Venezuela após uma operação militar americana realizada durante a madrugada.

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Segundo Trump, a ação também resultou na detenção da primeira-dama, Cilia Flores, e marcou o desfecho de um ataque de grande escala contra alvos no país sul-americano.

A declaração ocorreu horas depois de o governo venezuelano relatar uma série de explosões em Caracas e em ao menos três estados, Miranda, Aragua e La Guaira.

Diante dos ataques, as autoridades decretaram estado de emergência nacional e colocaram as Forças Armadas em prontidão máxima, classificando o episódio como uma agressão militar estrangeira.

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Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que Maduro foi levado de avião para fora do país e que mais detalhes seriam apresentados em entrevista coletiva marcada para o início da tarde, no horário de Brasília.

O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, afirmou que o líder venezuelano “responderá por seus crimes”.

Caracas nega

Caracas, no entanto, nega ter informações sobre o paradeiro do presidente. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, a vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu provas de vida de Maduro e da primeira-dama.

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Já o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, afirmou que a Venezuela não aceitará a presença de tropas estrangeiras e prometeu resistir a qualquer tentativa de ocupação.

Segundo relatos de moradores e informações divulgadas por agências internacionais, explosões começaram por volta das 2h da manhã, com registros de aeronaves sobrevoando Caracas, incêndios e colunas de fumaça em diferentes pontos da capital.

Também houve relatos de interrupção no fornecimento de energia elétrica em áreas próximas a instalações militares.

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Em nota oficial, o chanceler venezuelano Yvan Gil acusou os Estados Unidos de violar a soberania do país e os princípios da Carta das Nações Unidas.

Ele afirmou que a ofensiva ameaça a estabilidade da América Latina e do Caribe e será denunciada em fóruns internacionais.

Tensão entre países

A ofensiva ocorre em meio a uma escalada de tensão entre os dois países.

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Nas últimas semanas, os Estados Unidos intensificaram operações navais no Caribe e bombardearam embarcações que, segundo Washington, estariam envolvidas no tráfico de drogas.

O governo venezuelano afirma que essas ações fazem parte de uma estratégia para derrubar o regime chavista.

Em agosto, Trump anunciou o aumento da recompensa pela captura de Maduro, acusando-o de liderar um esquema internacional de narcotráfico.

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Desde então, Washington vem ampliando operações militares na região, mesmo sem autorização formal do Congresso, sob o argumento de combater o tráfico que abastece o mercado americano.

A crise gerou reações imediatas na região. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou estar “profundamente preocupado” com os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns na Venezuela e alertou para o risco de agravamento do conflito no país vizinho.