O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na quinta-feira (5/1), na plataforma Truth Social, um vídeo onde mostra o ex-presidente Barack Obama e sua esposa Michelle como macacos.
Essa publicação provocou a condenação de vários líderes democratas.
O gabinete do governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, criticou a publicação e se manifestou contra o conteúdo divulgado.
Ao final do conteúdo do vídeo que conta com uma teoria da conspiração sobre as eleições, mostram os rostos dos Obamas sobrepostos aos corpos de macacos.
Como música de fundo, “The Lion Sleeps Tonight” toca quando o casal aparece. Não há relação do casal com a “denúncia” do presidente americano.
O vídeo repete falsas alegações de que a empresa de apuração de votos Dominion Voting Systems teria ajudado a fraudar as eleições de 2020 de Trump.
O conteúdo recebeu milhares de ‘likes’ nas primeira horas desta sexta-feira (6/2), na rede social do presidente.
A equipe do governador da Califórnia, Gavin Newsom, citado como potencial candidato democrata à Presidência em 2028, condenou a publicação.
Em postagem na rede social X, o gabinete afirmou que o conteúdo representa “comportamento repugnante” e defendeu que integrantes do Partido Republicano se manifestem.
O ex-conselheiro de Segurança Nacional e aliado próximo de Brack Obama, Bem Rhodes, também condenou as imagens.
“Deixem que Trump e seus seguidores racistas sejam assombrados porque os americanos do futuro verão os Obamas como figuras queridas, enquanto o estudam como uma mancha em nossa história”, escreveu no X.
Obama se tornou e ainda é o único presidente negro na história dos Estados Unidos. Nas eleições de 2024, ele apoiou a rival de Trump, Kamala Harris, na disputa.
Polemicas envolvendo o presidente
Esta não é a primeira vez em que o presidente americano se envolve em polemicas.
No mês passado, Trump, durante uma visita a uma fábrica da Ford em Detroit, foi flagrado xingando um funcionário da empresa com um gesto obsceno e um palavrão.
De acordo com a imprensa americana, o funcionário gritou “protetor de pedófilo”, em referência às críticas ao governo pela condução do caso Jeffrey Epstein. Trump participava de um tour pelas instalações da montadora quando o episódio ocorreu.
