O Brasil registrou 201 casos de mpox até o momento em 2026. Os dados são do painel da doença, obtidos por meio do site do Ministério da Saúde nesta terça-feira (7/4).
Em comparação com as informações reportadas pela Gazeta no último relatório disponível, o País apresentou um crescimento de aproximadamente 34,9% em menos de um mês.
Na divisão por unidades federativas, São Paulo lidera em número de casos, com 109 registros, o que representa cerca de 55% do total. Rio de Janeiro e Minas Gerais vem logo atrás, com 26 e 21 notificações da doença respectivamente.
O levantamento leva em conta o recorte das 12 primeiras semanas epidemiológicas — padrão internacional de contagem de tempo que vai de domingo a sábado — de 2026.
Entenda a Doença
Pertencente à mesma família da varíola, a Mpox tem como principal via de contágio o contato direto com as feridas, bolhas ou secreções respiratórias de quem está infectado.
Além disso, a transmissão pode ocorrer de forma indireta. O compartilhamento de objetos que tiveram contato recente com fluidos corporais ou material das lesões também representa um risco para a propagação do vírus.
Risco de Epidemia
Mesmo com a maior exposição do assunto nos veículos de comunicação e a curva ascendente de casos no início de 2026, não há motivo para pânico.
Segundo especialista consultado pela Gazeta, o monitoramento preventivo é indispensável, mas a estrutura atual indica que o Brasil não corre risco de enfrentar uma epidemia.
Vacina
As vacinas utilizadas atualmente contra a mpox não foram desenvolvidas originalmente para a doença. A proteção ocorre por um mecanismo chamado reatividade cruzada, quando o sistema imunológico aprende a reconhecer vírus semelhantes.
Atualmente, a principal vacina utilizada no País é a MVA-BN, comercializada como Jynneos ou Imvanex — nomes diferentes para o mesmo produto em diferentes regiões.
O imunizante é composto por uma versão enfraquecida de um vírus da família Orthopoxvirus, incapaz de causar a doença, mas suficiente para estimular resposta imunológica.
Esse esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de cerca de 28 dias. Estudos indicam eficácia de aproximadamente 85% na prevenção da infecção, além de reduzir a gravidade dos casos.
