Com teletriagem para autismo e TDAH, startup de aluno da USP ganha cenário internacional

A startup Braine, apresentou nos EUA sua plataforma AURA-T, com foco em privacidade, governança de dados e encaminhamento mais rápido ao cuidado

Reconhecimento acadêmico e validação internacional colocam a teletriagem de neurodiversidade como pauta central no debate sobre acesso e cuidado à saúde no Brasil.

Reconhecimento acadêmico e validação internacional colocam a teletriagem de neurodiversidade como pauta central no debate sobre acesso e cuidado à saúde no Brasil. | Divulgação/Braine

A Braine, healthtech brasileira com foco em neurodiversidade e saúde mental, foi reconhecida como a Melhor Startup criada por alunos da Universidade de São Paulo (USP) em 2025. O prêmio foi entregue durante a Semana Global do Empreendedorismo (SGE) da USP.

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A premiação ocorreu na final do Santander X Award | SGE USP 2025, uma iniciativa do Santander Universidades com apoio do SEBRAE-SP.

A Braine foi a vencedora na categoria de projetos apoiados pela Agência USP de Inovação (AUSPIN).

A startup também foi aclamada como campeã geral do evento, um reconhecimento à clareza de sua proposta de valor, ao potencial de impacto e à excelência de sua apresentação.

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Do Brasil para o palco internacional

Após a premiação, a equipe levou sua tecnologia ao palco da Complex Networks 2025, uma conferência internacional realizada em Binghamton (EUA).

No evento, a Braine apresentou um trabalho que une ciência e tecnologia para otimizar as rotas de cuidado em saúde.

“Meu sonho é levar o AURA-T e democratizar o acesso à teletriagem de autismo e outras neurodiversidades em todo o Brasil. Se for possível, com apoio e escala dentro do SUS Digital, para que o cuidado chegue mais cedo, e com mais justiça, a quem precisa.”

— Gabriel Cirino, CEO da Braine

Por que a teletriagem se tornou essencial?

A teletriagem é uma avaliação inicial a distância que orienta e prioriza o cuidado, um passo anterior ao diagnóstico.

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No Brasil, o tema ganhou força com a padronização do teleatendimento no SUS e o reconhecimento da prática pelo Conselho Federal de Medicina (Resolução CFM nº 2.314/2022).

Esse cenário cria uma oportunidade para fortalecer os fluxos de atendimento com mais governança e segurança de dados.

É nesse ponto que a Braine atua, construindo soluções para reduzir gargalos e qualificar o encaminhamento de pacientes com neurodiversidade.

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AURA-T: Tecnologia e privacidade como pilares

O núcleo tecnológico da Braine é o AURA-T (Autism Universal Rapid Assessment Tool).

A plataforma foi desenvolvida com foco em privacidade e segurança, garantindo um processo rastreável desde a coleta de dados até a entrega do relatório final.

A proposta garante que dados sensíveis dos pacientes não sejam expostos a modelos de inteligência artificial, reforçando a auditoria e a governança.

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É importante notar que a ferramenta apoia a decisão clínica, não oferecendo um “diagnóstico automático”.

O tempo: um desafio no caminho do cuidado

Para condições como autismo e TDAH, o tempo é um problema estrutural. O tempo para perceber os sinais, buscar orientação e, finalmente, chegar a um especialista pode se acumular, gerando atrasos e desigualdade no acesso ao tratamento.

Convite para cooperação e avanço

A Braine está abrindo sua agenda para acordos de cooperação técnica com clínicas, hospitais e prefeituras.

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O objetivo é implantar pilotos de teletriagem para neurodiversidade com foco em evidência, governança e mensuração de impacto.

Site da Braine: https://braine.digital/pt-BR