Estado de SP tem aumento de internações por casos de asma em 2023

Internações causadas pela asma cresceram 50,7% no primeiro trimestre deste ano

Casos de asma aumentaram no estado de São Paulo em 2023

Casos de asma aumentaram no estado de São Paulo em 2023 | Bruno Hoffmann

O estado de São Paulo teve aumento no número de atendimentos realizados em decorrência de asma pelo SUS. De janeiro a março deste ano, as internações causadas pela doença aumentaram em 50,7% e os atendimentos ambulatoriais, 20,3%. Em 2022 também houve aumento expressivo no número de procedimentos relacionados à asma em relação a 2021. Os dados são da secretaria estadual da Saúde.

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Nos primeiros três meses deste ano foram registradas 4.416 internações e 15.910 atendimentos ambulatoriais em território paulista, um crescimento expressivo em relação às 2.929 internações e 13.216 atendimentos realizados no mesmo período em 2022, números superiores aos registrados nos primeiros três meses dos últimos 5 anos.

No primeiro trimestre do ano passado, em relação ao mesmo período de 2021, já havia sido registrado um aumento de 90,8% nas internações (foram 1.452 em 2021) e 101,7% nos atendimentos ambulatoriais (6.926 em 2021). No total, os números de 2022 também superaram os de 2021, mas em menor proporção. Foram 15.533 internações, comparadas a 11.551 em 2021, um aumento de 34,4%, e 60.804 atendimentos ambulatoriais, sendo que houve 40.974 desses atendimentos em 2021, representando 48,3% de aumento.

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A asma é um processo inflamatório das vias respiratórias que causa o estreitamento dos brônquios, que são os canais pelos quais passa o ar nos pulmões. A doença causa tosse seca, chiado no peito, sensação de pressão nos pulmões, falta de ar e dificuldade para respirar. A pessoa afetada pela condição possui mais dificuldade para expelir o ar dos pulmões do que para inspirar, causando a sensação de sufocamento.

“É importante usar os medicamentos da forma como os médicos orientam, além de se proteger: evitar contato com pessoas com gripes e resfriados, tomar as vacinas que previnem doenças respiratórias e evitar contato com o que pode desencadear uma crise”, disse Samia Rached, pneumologista do ambulatório de asma grave do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

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Ela explica, ainda, que o inverno é um período de risco para quem tem asma. “Nesta época do ano, é normal aumentar a procura pelo Pronto Socorro por crises asmáticas, inclusive com internações”, completou a especialista.